A EDP oficializou a antecipação de seu planejamento estratégico para enfrentar eventos climáticos extremos em São Paulo, reforçando a infraestrutura elétrica para minimizar interrupções no fornecimento de energia.
A EDP decidiu não esperar pela chegada do próximo ciclo sazonal e antecipou o seu plano de contingência para o verão de 2026/2027.
A decisão ocorre em resposta direta às projeções meteorológicas que indicam um fortalecimento do fenômeno El Niño, evento que deve trazer tempestades mais frequentes e severas para a área de concessão da companhia.
A região atendida compreende municípios como Guarulhos, regiões do Alto Tietê, Vale do Paraíba e o Litoral Norte.
O anúncio aconteceu no Centro de Operação Integrado (COI), localizado em São José dos Campos.
A estratégia coloca em prática um cronograma acelerado de obras, digitalização de ativos e a preparação de um efetivo reforçado, visando assegurar a resiliência da rede elétrica em um momento de instabilidade climática global.
Tecnologia e blindagem da rede
Para sustentar a estabilidade do sistema, a concessionária tem apostado fortemente na automação.
Atualmente, a tecnologia self-healing já beneficia 80% dos consumidores da área atendida pela EDP.
Este sistema inteligente consegue detectar falhas automaticamente, isolar as áreas impactadas e realizar o redirecionamento da carga por circuitos alternativos em poucos segundos, sem intervenção humana.
Além disso, a companhia implementou o ADMS (Advanced Distribution Management System), uma plataforma de gestão avançada que centraliza o monitoramento de toda a rede.
Este upgrade tecnológico faz parte de um plano de investimentos robusto, que totaliza R$ 5 bilhões destinados à modernização da rede de distribuição entre 2025 e 2030.
Dyogenes Rosi, diretor-presidente de distribuição da EDP, afirmou:
A estabilidade meteorológica é um desafio que demanda capacidade de adaptação contínua e investimentos estruturais robustos para manter o sistema elétrico resiliente frente aos desafios da instabilidade climática global.
Prevenção física e resposta rápida
O combate aos impactos de tempestades também envolve uma frente de trabalho física intensa.
Entre janeiro e agosto deste ano, a empresa realizou mais de 137 mil podas preventivas e organizou a limpeza de 113 mil metros quadrados de áreas com vegetação próxima aos cabos.
A estratégia incluiu ainda a instalação de 313 quilômetros de rede protegida, que oferece maior resistência a quedas de galhos e objetos.
Em cenários de emergência, o plano operacional prevê uma escala agressiva de prontidão.
A estrutura de campo pode ser ampliada em até sete vezes em momentos críticos, garantindo agilidade na manutenção.
A empresa reforçou também a parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, priorizando o restabelecimento da energia em unidades de saúde e serviços de segurança pública.
O movimento da EDP reflete uma tendência crescente no setor de energia, onde a antecipação preventiva torna-se o principal ativo para enfrentar as mudanças climáticas.
Com as ações já em curso, a companhia espera reduzir o tempo médio de interrupção e garantir mais segurança aos clientes durante os meses de maior instabilidade atmosférica nos próximos anos.
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