A ineficiência oculta em sistemas de média tensão gera custos elevados e riscos operacionais; a transição para tecnologias digitais e sustentáveis surge como solução para otimizar a infraestrutura elétrica.
A aceleração da transformação digital, impulsionada pelo crescimento exponencial dos data centers e pela intensa eletrificação industrial, colocou a infraestrutura elétrica no centro das prioridades corporativas. Para manter operações ininterruptas e seguras, as empresas precisam de sistemas de média tensão robustos, mas, muitas vezes, o que se observa é uma rede sobrecarregada por tecnologias obsoletas que consomem recursos preciosos antes mesmo de qualquer entrega de valor.
O maior desafio para as organizações reside nos chamados custos invisíveis. Equipamentos tradicionais que dependem de gases isolantes exigem rotinas rigorosas de manutenção, monitoramento constante de pressão e treinamentos de segurança especializados. Essas atividades, embora cruciais para a proteção dos ativos, frequentemente permanecem fora dos indicadores de desempenho, acumulando prejuízos operacionais ao longo de todo o ciclo de vida do ativo.
Redução de custos com tecnologia livre de SF₆
A adoção de tecnologias inovadoras, como a solução **AirSeT**, desenvolvida pela **Schneider Electric**, propõe uma mudança de paradigma. Ao eliminar o uso do hexafluoreto de enxofre (SF₆) — um gás com alto impacto ambiental — em favor do ar puro e da interrupção a vácuo, a indústria consegue simplificar drasticamente a gestão dos seus ativos.
“As maiores oportunidades de eficiência estão justamente em atividades que não aparecem na operação cotidiana, mas que requerem tempo, recursos e acompanhamento especializado. À medida que as organizações buscam operações mais resilientes e eficientes, cresce a atenção para fatores que antes permaneciam nos bastidores da infraestrutura elétrica”, destaca **Fabio Castellini**, diretor de Power Systems da **Schneider Electric**.
Essa transição estrutural reflete diretamente no financeiro: estima-se que a substituição de modelos convencionais por alternativas sustentáveis e mais simples possa reduzir em até 40% as despesas relacionadas a inspeções e reparos, eliminando a complexidade do manejo de gases industriais.
Digitalização e manutenção preditiva: o futuro da rede
A eficiência na distribuição de energia também passa pela inteligência de dados. A falta de visibilidade sobre o estado real dos equipamentos é um dos principais fatores que levam a paradas não programadas. Com a integração de sensores nativos à arquitetura **EcoStruxure**, os gestores ganham a capacidade de monitorar o desempenho em tempo real.
Ao substituir a manutenção reativa, baseada apenas em cronogramas, pela manutenção preditiva, as empresas garantem maior disponibilidade operacional. A utilização de **inteligência artificial** permite identificar padrões e antecipar falhas, transformando a rede de uma fonte de custos ocultos em um pilar de sustentabilidade e eficiência energética. À medida que o setor avança, a modernização da infraestrutura elétrica torna-se um passo decisivo para companhias que buscam competitividade e resiliência em um mercado cada vez mais dependente de energia.






















