A indústria automotiva brasileira testemunhou uma transformação significativa na participação de veículos eletrificados em suas vendas, conforme revelado por um recente estudo da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). No período de maio de 2025 a maio de 2026, a fatia de mercado de modelos fabricados ou montados no país saltou de apenas 6% para impressionantes 39%.
Este avanço notável é um reflexo direto dos investimentos robustos que montadoras internacionais e nacionais têm direcionado para a produção local. Gigantes como BYD, com sua planta em Camaçari (BA), GWM em Iracemápolis (SP), General Motors em Horizonte (CE), BMW em Araquari (SC) e Toyota em Sorocaba (SP), além da brasileira Hitech focada em comerciais leves em Campo Largo (PR), são pilares dessa expansão.
Ricardo Bastos, presidente da ABVE, destaca que essa tendência de nacionalização não apenas acelera a eletrificação da frota, mas também serve como um catalisador para o desenvolvimento de setores correlatos. O crescimento na produção de veículos elétricos impulsiona a demanda por infraestrutura de recarga, avança a tecnologia de baterias e fortalece toda a cadeia de suprimentos elétricos. Além disso, o movimento beneficia a expansão de outras áreas, como ônibus elétricos, micromobilidade e a modernização da indústria de autopeças.
Em maio de 2026, o mercado brasileiro registrou 44.981 vendas de veículos elétricos, correspondendo a 17% do total de vendas de automóveis e comerciais leves. Este número representa um salto substancial em comparação com os 7,8% de participação observados no mesmo mês do ano anterior. A diversidade de opções também aumentou consideravelmente, com a oferta expandindo de 5 modelos nacionais em maio de 2025 para 21 modelos em maio de 2026, totalizando 229 modelos eletrificados disponíveis no mercado, evidenciando um caminho promissor para a mobilidade sustentável no Brasil.




















