A consultoria Thymos Energia projeta preços da energia entre R$ 150/MWh e R$ 200/MWh no próximo inverno, impulsionados pela boa safra de ventos e níveis favoráveis dos reservatórios.
O setor elétrico brasileiro entra na temporada de inverno com perspectivas otimistas de estabilidade e moderação de preços. A Thymos Energia estima que o Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) oscilará entre R$ 150/MWh e R$ 200/MWh, refletindo um cenário hidrológico e meteorológico que favorece a oferta de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN).
A chegada do inverno, a partir de 21 de junho, marca a transição climática característica, com a redução das precipitações nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e na bacia do Rio São Francisco. Entretanto, a robustez dos reservatórios, sustentada por chuvas recorrentes, deve atuar como uma barreira natural contra a escalada de custos.
Dinâmica climática e geração renovável
O comportamento das chuvas tem se mostrado um diferencial importante. De acordo com a Nottus, consultoria especializada em inteligência de dados, o volume de precipitação deve permanecer acima da média em áreas estratégicas. Enquanto o Sul do país reforça sua posição como exportador de energia, o Sudeste e o Centro-Oeste mantêm suas afluências em patamares que retardam o esvaziamento dos reservatórios.
Além disso, a antecipação da safra de ventos desempenha um papel crucial. Com o fenômeno El Niño influenciando as correntes atmosféricas, a geração eólica tem superado expectativas, oferecendo uma fonte renovável abundante. O cenário de temperaturas amenas, que evita picos de consumo por refrigeração, reforça a tendência de manutenção de preços baixos no curto prazo.
“A combinação entre chuvas frequentes no Sul e no sul do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, além do início antecipado e vigoroso da safra dos ventos, contribui para manter as afluências elevadas e retardar a redução dos níveis de armazenamento dos reservatórios ao longo do período seco.”
Perspectivas para o mercado de energia
O papel da energia solar também se destaca, com boas perspectivas de geração no Centro-Norte do território nacional. A ausência de ondas de calor extremo, somada à oferta crescente dessas fontes limpas, minimiza a necessidade de acionar usinas térmicas mais caras, o que diretamente beneficia o consumidor final e a previsibilidade do setor.
Para os próximos meses, o monitoramento do El Niño, que deve ganhar intensidade em agosto, será fundamental para entender possíveis impactos no Centro-Norte. Contudo, a base formada pela gestão hídrica atual e a performance das fontes renováveis garantem um cenário de segurança operacional e estabilidade tarifária para o período que se inicia.





















