O mercado de energia da Energisa aponta um cenário de aquecimento no segundo trimestre de 2026, com uma demanda impulsionada por diversos setores da economia e variações climáticas em suas áreas de atuação.
A Energisa reportou um avanço de 4,5% na carga total de suas distribuidoras entre abril e junho deste ano, alcançando a marca de 10.983 GWh. Esse indicador abrange desde o fornecimento aos consumidores cativos até o fluxo de energia via rede (Tusd) para clientes do mercado livre e usuários de sistemas de micro e minigeração.
Ao isolar o volume de energia compensada pela Geração Distribuída (GD), o crescimento da demanda na base anual ajusta-se para 0,9%, totalizando 10.032 GWh. Esse movimento de alta foi uniforme em todas as unidades da companhia, com especial evidência para as operações no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e na região Sul-Sudeste.
Fatores de Crescimento e Desempenho Regional
O desempenho positivo foi sustentado pelo aumento do consumo em todas as categorias de clientes. O segmento residencial foi beneficiado pelo clima mais quente em determinadas concessões e pelo fortalecimento do mercado de trabalho. Já o setor comercial teve como principais motores as atividades ligadas à saúde e ao varejo, enquanto a indústria foi favorecida pelos setores de alimentos e minerais.
“O crescimento da demanda ocorreu em todas as distribuidoras da Energisa, com destaque para os resultados expressivos apresentados pelas concessionárias do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, evidenciando uma retomada consistente em diversas classes de consumo”, destaca a companhia em sua análise de desempenho.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a Energisa consolidou uma alta de 4% em comparação ao mesmo período de 2025, somando 22.086 GWh distribuídos. Todas as subsidiárias contribuíram para este resultado positivo, reforçando a resiliência operacional do grupo.
Desafios na Gestão de Perdas
Apesar dos ganhos operacionais, o relatório trouxe um alerta para os indicadores de eficiência. As perdas totais de energia subiram 1,99%, totalizando 12,28 GWh. As concessionárias de Rondônia e do Mato Grosso permanecem como os pontos de atenção, figurando como as únicas unidades com níveis de perdas acima dos patamares estipulados pelos órgãos reguladores.
Embora Rondônia tenha apresentado uma melhora qualitativa em comparação ao ano anterior, o volume de perdas ainda supera o teto permitido. O mesmo cenário se repete no Mato Grosso, onde o índice registrado ficou acima do limite regulatório de 12,65 GWh. O desafio para os próximos meses permanece sendo a otimização desses indicadores de distribuição, conciliando a expansão da demanda com a eficiência técnica necessária para manter a conformidade com as exigências da ANEEL.























