O CNPE oficializou a nova Estratégia Nacional de Dados Energéticos, um plano técnico desenvolvido com a IEA para modernizar o monitoramento do setor e subsidiar a transição energética brasileira.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deu um passo decisivo nesta sexta-feira (6) ao aprovar a Estratégia Nacional de Dados Energéticos (ENDE). A iniciativa visa unificar e padronizar o fluxo de informações estratégicas entre os órgãos do setor, fortalecendo a precisão dos dados utilizados para o planejamento e a formulação de políticas públicas voltadas ao futuro da matriz energética do país.
O documento foi estruturado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria estratégica com a Agência Internacional de Energia (IEA), contando ainda com o suporte técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A proposta, que passou por consulta pública em julho, atende a recomendações específicas do relatório Energy Policy Review Brazil 2025, que identificou lacunas na organização das estatísticas do setor brasileiro.
Implementação e governança
Para assegurar a aplicação prática do plano, o CNPE estabeleceu o CT-ENDE, um comitê técnico que será liderado pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) do MME. O grupo terá o papel de gerir a modernização da coleta e a transparência na divulgação dos dados, utilizando subcomitês dedicados a áreas como governança, infraestrutura de tecnologia e capacitação.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pontuou:
“Com a criação do Comitê Técnico da Estratégia Nacional de Dados Energéticos, avançamos na integração das informações, na transparência e na eficiência da gestão pública”
Impacto no cenário de transição
A criação desta estrutura de dados é considerada um pilar para o sucesso do novo Plano Nacional de Transição Energética (Plante), também aprovado recentemente pelo governo. A meta é garantir que o monitoramento da economia de baixo carbono e o planejamento de investimentos baseiem-se em evidências robustas e em tempo real.
Em um cenário de mudanças aceleradas, como o crescimento da eletromobilidade, a padronização desses ativos de informação torna-se vital. Além da nova estratégia de dados, o CNPE também instituiu um grupo de trabalho para estruturar a estratégia de mobilidade elétrica no país, reforçando o compromisso ministerial de alinhar governança técnica com as demandas da agenda climática global.










