O Brasil assume a liderança estratégica da ARIAE, com o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, à frente da entidade até 2027, impulsionando a cooperação regulatória e energética internacional.
A regulação do setor de energia brasileiro acaba de conquistar um espaço de destaque no cenário global. Com a recente posse de Sandoval Feitosa, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), na presidência da Associação Ibero-Americana de Entidades Reguladoras da Energia (ARIAE), o país se posiciona como protagonista na condução de diretrizes energéticas entre as nações ibero-americanas.
A oficialização do mandato, ocorrida em Madrid, estende-se até abril de 2027. Este movimento não apenas chancelou o reconhecimento técnico da ANEEL perante os 20 países que compõem a associação, mas também ocorre em um momento estratégico para o Brasil, que busca ampliar a atração de capital internacional destinado à modernização e expansão de sua infraestrutura elétrica.
Prioridades e impacto da gestão brasileira
Ao assumir o posto, sucedendo a República Dominicana, a gestão brasileira traz um plano de ação pautado pela transparência, pelo pragmatismo e pela busca incessante por melhorias regulatórias. O foco será elevar a qualidade da regulação para garantir um ambiente de negócios mais estável, um fator decisivo para investidores globais.
Um dos marcos iniciais dessa gestão será a participação ativa na II Conferência Internacional Conjunta ARIAE/RELOP. O evento servirá como palco para debates essenciais que envolvem o futuro da energia, como a transição sustentável, a busca pela modicidade das tarifas e a preservação da independência das instituições reguladoras frente às pressões externas.
“A nossa liderança na ARIAE é um reflexo do amadurecimento das instituições brasileiras e da nossa capacidade de exportar boas práticas regulatórias que equilibram segurança, inovação e o compromisso inegociável com a transição energética”, destaca a condução da agenda brasileira para o biênio.
Conexões globais e o futuro da energia
A relevância da ARIAE, somada à convergência com a Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), confere ao Brasil um canal direto de influência que atravessa fronteiras. Essa união permite que o país não apenas dialogue com mercados europeus consolidados, mas também colabore com o desenvolvimento de infraestruturas em mercados emergentes, especialmente no continente africano.
Ao colocar a inovação tecnológica no centro dos debates, a presidência de Sandoval Feitosa pretende disseminar modelos regulatórios que sejam capazes de responder com agilidade às mudanças rápidas da matriz energética mundial. A expectativa é que, até o final de seu mandato, o Brasil tenha cimentado sua posição não apenas como uma potência energética, mas como uma autoridade intelectual na criação de normas que regem o futuro da energia sustentável.























