Brasil consolida liderança na produção de petróleo na América Latina e avança em gás natural em janeiro de 2026.
Em janeiro de 2026, o Brasil reafirmou sua posição de destaque na América Latina, emergindo como o principal produtor de petróleo da região. O país não só superou seus vizinhos em volume, mas também consolidou sua terceira colocação na produção de gás natural, conforme revelado por um estudo recente da Olade (Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia). A liderança brasileira no setor de hidrocarbonetos sinaliza um cenário promissor para o mercado energético sul-americano.
A relevância do Brasil no panorama energético regional é inquestionável. Com uma participação de 39% na produção total de petróleo da América Latina em janeiro de 2026, o país demonstra sua robustez e capacidade de suprir a demanda regional. Esse desempenho, aliado à sua terceira posição na extração de gás natural, atrás apenas de Argentina e Trinidad e Tobago, reforça a importância estratégica do Brasil para a segurança energética do continente.
Produção Regional de Petróleo: Domínio Brasileiro e Desempenho de Outros Países
O levantamento da Olade aponta que a produção total de petróleo na América Latina atingiu 361 milhões de barris em janeiro de 2026, registrando um expressivo aumento de 11% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Brasil liderou essa expansão, seguido de perto pelo México (18% da produção regional) e pela Venezuela (13%). Juntos, esses três gigantes energéticos foram responsáveis por 70% de toda a oferta de petróleo do continente no mês.
Outros países como Argentina e Guiana contribuíram com 8% cada, seguidos pela Colômbia (7%) e pelo Equador (5%). Nações como Barbados, Bolívia, Peru, Suriname e Trinidad e Tobago somaram 2% da produção regional. A Venezuela, apesar de deter a maior reserva estimada de petróleo do mundo, enfrentou limitações em sua produção devido a desafios de infraestrutura e investimentos.
Guiana em Ascensão e Implicações para a Margem Equatorial Brasileira
A Guiana se destaca como um caso de ascensão notável, alcançando a quarta posição em produção regional, empatada com a Argentina. Impulsionado por descobertas significativas de petróleo offshore no bloco Stabroek, o país tem visto sua produção crescer exponencialmente, sob a liderança de um consórcio operado pela ExxonMobil.
Esse avanço da Guiana tem gerado grande atenção no Brasil, pois as descobertas em águas guianenses reforçam o potencial exploratório da Margem Equatorial brasileira. A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e a Petrobras sinalizam que a geologia da Bacia da Foz do Amazonas apresenta semelhanças com as bacias vizinhas da Guiana e do Suriname, indicando um promissor futuro para a exploração de petróleo e gás na região próxima ao Equador.
Gás Natural: Produção Crescente e Liderança da Argentina
No que tange ao gás natural, a América Latina registrou uma produção de 28 bilhões de m³ em janeiro de 2026, um aumento substancial de 27% em relação a janeiro de 2025 e de 22% em comparação com dezembro. A Argentina manteve a liderança na produção, com 21% do total, seguida por Trinidad e Tobago (20%). O Brasil, com 13%, garantiu a terceira posição, impulsionado principalmente pela produção offshore associada à exploração de petróleo.





















