O Brasil integra rede global para impulsionar a energia oceânica e cria centro nacional para testar quatro novas tecnologias marinhas sustentáveis.
O Brasil formalizou sua entrada em uma influente cooperação internacional focada no aproveitamento sustentável dos mares para a geração de eletricidade e insumos limpos.
A iniciativa conecta o país ao Ocean Energy Systems, programa multilateral que reúne nações de ponta para acelerar o desenvolvimento tecnológico e a transição energética global.
Além da inserção científica no exterior, o projeto impulsiona a criação de um centro tecnológico nacional dedicado ao testes de protótipos promissores em águas brasileiras.
Cooperação internacional e representação global
A adesão brasileira foi formalizada no Rio de Janeiro e teve sua primeira participação no Comitê Executivo realizada em Haia, na Holanda.
A representação oficial do país no fórum internacional foi delegada ao INPO, sob a liderança do seu diretor-geral, Segen Estefen.
A rede global reúne 23 membros, incluindo Estados Unidos, China, Japão e a Comissão Europeia, visando o compartilhamento de conhecimento regulatório e tecnológico.
A cooperação multilateral permite conectar as pesquisas nacionais aos projetos mais avançados do mundo, fortalecendo a ciência e a inovação tecnológica no país.
Investimento em quatro frentes de tecnologia marinha
Paralelamente à atuação externa, o país estruturou o Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul, financiado com cerca de R$ 15 milhões pela Finep.
A infraestrutura testará equipamentos focados na transformação de ondas em eletricidade, além de aplicações integradas à dessalinização de água marinha.
O projeto prevê ainda o desenvolvimento de turbinas bidirecionais para correntes de maré e sistemas de conversão térmica oceânica operados com amônia.
A quarta frente científica busca viabilizar a produção de hidrogênio verde a partir do suprimento gerado por fontes limpas no ambiente offshore.
Formação acadêmica e parcerias estratégicas
A coordenação dos trabalhos fica sob a responsabilidade do INPO, contando com a cooperação da Coppe/UFRJ, UFPE, UFPA e FGV.
Do montante total financiado, cerca de R$ 4,3 milhões serão aplicados diretamente em bolsas para pesquisadores de mestrado, doutorado e pós-doutorado.
A meta do consórcio acadêmico é fabricar e avaliar a eficiência dos primeiros protótipos industriais em um prazo de três anos.
A entrada do Brasil na elite da pesquisa oceânica posiciona a ciência nacional na vanguarda da inovação voltada à economia marinha sustentável.
A consolidação dessa infraestrutura abre caminhos para diversificar a matriz energética e preparar o mercado brasileiro para soluções de baixo carbono.














