A Aneel autorizou um reajuste tarifário médio de 10,82% nas contas de luz da Celesc. A mudança impacta mais de 3,6 milhões de consumidores em Santa Catarina a partir deste sábado.
Os consumidores catarinenses devem se preparar para uma mudança nos custos de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) validou, nesta semana, o processo de revisão tarifária anual da Celesc Distribuição. Com a decisão, que reflete diretamente na economia das famílias e empresas da região, as novas taxas passam a ser aplicadas oficialmente a partir do próximo dia 22.
Esta atualização tarifária é um procedimento regulatório fundamental para garantir a sustentabilidade do fornecimento de energia. O impacto será sentido de forma distinta dependendo da categoria do consumidor, com a diretoria da Aneel validando o reajuste após meses de análise detalhada e uma consulta pública que ouviu a sociedade entre maio e julho deste ano.
Impactos e categorias de consumo
O efeito médio de 10,82% não será distribuído de forma linear. Para os clientes residenciais, o reajuste será de 9,29%, um peso considerável no orçamento doméstico. Já o grupo de baixa tensão — que abrange pequenos estabelecimentos comerciais e sistemas de iluminação pública, além das residências — sofrerá um impacto médio de 9,26% em suas faturas mensais.
Os consumidores conectados à rede de alta tensão, geralmente grandes indústrias e empresas de maior porte, enfrentarão uma elevação de 14,16%. A Celesc Distribuição, que possui sua sede em Florianópolis, atende atualmente cerca de 3,6 milhões de unidades consumidoras, abrangendo a vasta maioria do território catarinense e tornando a questão um tema central para o setor de energia limpa e desenvolvimento estadual.
“A revisão tarifária é necessária para equilibrar os custos da operação, refletindo os encargos setoriais e os investimentos em infraestrutura de transmissão que garantem a continuidade e a qualidade do serviço de energia elétrica no estado.”
Por que a tarifa subiu?
De acordo com a Aneel, diversos fatores compuseram o cenário que resultou neste aumento. Os principais motores da pressão inflacionária nas tarifas foram os elevados custos com o sistema de transmissão de energia em todo o país e o aumento dos encargos setoriais. Além disso, componentes financeiros acumulados tanto no ciclo tarifário vigente quanto nos anteriores precisaram ser neutralizados nesta revisão.
A expectativa é que o mercado catarinense continue focado em soluções de eficiência energética, visando atenuar esses impactos tarifários. O reajuste reforça a necessidade de um debate constante sobre a diversificação da matriz energética e a otimização dos custos de distribuição, visando proteger o poder de compra do consumidor final enquanto se mantém a modernização da infraestrutura elétrica regional.
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