Santa Catarina destinará R$ 5 milhões para criar um Atlas de Bioenergia, mapeando resíduos para impulsionar a transição energética e atrair investimentos no setor.
O estado de Santa Catarina está prestes a dar um passo decisivo rumo à sustentabilidade e à inovação no setor de energia limpa. Com um aporte financeiro de R$ 5 milhões, viabilizado por meio do edital da FAPESC, o território catarinense desenvolverá um Atlas de Bioenergia inédito.
A iniciativa tem como objetivo principal catalogar e analisar os subprodutos gerados pelas atividades produtivas locais, transformando o que antes era descarte em valiosas oportunidades de geração de energia. O projeto consolida o compromisso regional com a descarbonização e o fortalecimento da economia circular.
Força-tarefa entre ciência e indústria
Para tirar o plano do papel, a execução ficará a cargo do SENAI/SC, que liderará uma ampla rede de cooperação envolvendo 37 bolsistas e pesquisadores de renomadas instituições. Participam da empreitada a UFSC, UDESC, FURB, Univille, Unochapecó e a Embrapa Suínos e Aves.
A união de forças acadêmicas e industriais garantirá uma análise técnica aprofundada sobre a disponibilidade e a viabilidade técnica desses materiais. A ideia central é consolidar dados hoje dispersos em uma plataforma unificada e acessível para o mercado.
Charles Leber, coordenador do Hub de Descarbonização da FIESC, destaca:
Esse trabalho mostra como a articulação entre indústria, instituições de pesquisa e mecanismos de fomento pode transformar uma demanda em uma iniciativa concreta. O Atlas nasce de discussões realizadas no Hub de Descarbonização e reúne competências do SENAI/SC e de instituições parceiras para gerar informações que apoiem novos projetos e oportunidades em bioenergia.
Novos horizontes para investimentos verdes
A ferramenta estratégica não servirá apenas para fins acadêmicos, mas funcionará como um verdadeiro guia para o empresariado e o poder público. Ao detalhar onde estão os recursos e quais tecnologias são mais adequadas, o levantamento facilitará a tomada de decisões.
Com projeções otimistas para o ecossistema de energia renovável, o estado projeta atrair novos aportes financeiros, consolidando polos regionais voltados ao aproveitamento energético de biomassa e resíduos orgânicos.
















