O comportamento do trabalhador brasileiro mudou em 2025: supermercados superaram restaurantes como destino preferencial dos gastos com vale-refeição, refletindo uma nova estratégia de consumo focada em economia e praticidade.
Os hábitos de consumo dos brasileiros com benefícios corporativos passaram por uma transformação significativa em 2025. Dados recentes revelam que os supermercados e mercearias ultrapassaram os tradicionais estabelecimentos de alimentação fora de casa, assumindo a liderança como o principal destino dos pagamentos realizados com vale-refeição.
O estudo Panorama do RH 2026, realizado pela Caju, analisou mais de 127 milhões de transações e desenhou um retrato claro dessa mudança. Enquanto o setor de restaurantes mantém uma relevância considerável, o comportamento do trabalhador indica uma preferência crescente por otimizar o orçamento familiar através da compra de refeições prontas em locais que aceitam o benefício.
A ascensão da conveniência e da gestão financeira
A mudança no ranking de consumo não é apenas uma alteração de preferência, mas uma adaptação técnica. A liderança dos supermercados no segmento de vale-refeição é impulsionada, em grande parte, pela oferta de marmitas e pratos prontos em estabelecimentos que possuem o MCC (o código de classificação das maquininhas) compatível com essa modalidade.
Ao centralizar as compras em locais de varejo alimentar, os trabalhadores conseguem maior controle sobre seus gastos mensais. O levantamento também reforça o papel estratégico do vale-alimentação, onde os supermercados detêm 41% das transações, com um ticket médio de R$ 63,82, superando os R$ 56,43 observados no vale-refeição.
Especialistas do mercado de benefícios apontam:
A integração de benefícios reflete uma mudança estrutural nos hábitos do brasileiro, que busca conciliar o abastecimento doméstico com a conveniência de refeições prontas para o dia a dia de trabalho.
Impactos no dia a dia do trabalhador
Outro dado que chama a atenção no relatório da Caju é o fôlego financeiro do benefício. Em média, o saldo destinado à alimentação dos funcionários é consumido em cerca de 15 dias após o depósito. Essa aceleração no uso reflete a pressão inflacionária e a necessidade de planejamento antecipado por parte das famílias.
Além do setor alimentício, o estudo mapeou o comportamento em outras áreas essenciais:
- Saúde: As farmácias continuam soberanas, concentrando 93,5% dos gastos totais.
- Cultura e Lazer: O consumo é predominantemente digital, com serviços de streaming liderando os investimentos nesta categoria.
A tendência para os próximos meses é de consolidação desses hábitos híbridos. Empresas de tecnologia de RH e gestores de benefícios observam com atenção essas mudanças, uma vez que elas impactam diretamente a política de remuneração e a percepção de valor dos auxílios oferecidos aos colaboradores.
A eficiência na gestão do saldo, mesclando compras de mercado com conveniência, deve ser o tom da economia doméstica no decorrer do próximo ano.















