O BNDES zera custos de garantia no fundo FGEnergia até 2027, ampliando o acesso de micro, pequenas e médias empresas a financiamentos para eficiência energética.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma importante reestruturação no Programa de Garantia a Créditos para Eficiência Energética (FGEnergia). A medida visa impulsionar a transição ecológica no setor produtivo nacional.
A principal novidade é a isenção total da taxa de garantia para operações contratadas até dezembro de 2027. O benefício é voltado especialmente para MPMEs que buscam otimizar o uso de energia em suas instalações.
Com esse incentivo financeiro, a instituição pretende democratizar o acesso a recursos que reduzam custos operacionais e diminuam as emissões de carbono no país.
Expansão do alcance e facilidade de acesso
Para potencializar o impacto da iniciativa, o BNDES integrou o FGEnergia ao Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Essa fusão elevou o total de instituições financeiras credenciadas a operar a linha de seis para 61 bancos e cooperativas.
As novas diretrizes determinam que o valor limite garantido por cliente pode atingir até R$ 10 milhões em cada agente parceiro. Além disso, o mecanismo continua cobrindo até 80% do montante total financiado em cada projeto.
O conjunto de melhorias engloba também a ampliação dos prazos de amortização e o combate à burocracia. Projetos de menor escala financeira, por exemplo, passam a ter a dispensa da entrega de relatório técnico final.
Sustentabilidade e competitividade no setor produtivo
A simplificação nos trâmites operacionais busca acelerar a adesão do empresariado a tecnologias de baixo consumo energético. A estratégia conecta a competitividade dos negócios locais aos compromissos de sustentabilidade ambiental.
A diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, destacou:
Com as mudanças promovidas no FGEnergia, o instrumento terá um alcance maior com uma operação mais simplificada, preservando o foco no apoio a investimentos voltados à redução do consumo de energia.
A reformulação do FGEnergia consolida o crédito verde como ferramenta indispensável para a modernização industrial. Ao facilitar o financiamento de projetos sustentáveis, a iniciativa cria um ambiente favorável para novos investimentos até o fim de 2027.
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