O mercado de GLP não cresce como o previsto após o lançamento do Gás do Povo, levando a indústria a pedir estudos detalhados sobre o programa.
O setor de distribuição de gás liquefeito de petróleo enfrenta um cenário inesperado no país. Mesmo após a implementação do programa Gás do Povo, a expansão do consumo estagnou em patamares abaixo das projeções oficiais da indústria.
O alerta foi dado por Ricardo Tonietto, diretor de Relações Institucionais e Jurídico da Supergasbras, durante participação na ROG.e 2026. Segundo o executivo, é urgente diagnosticar os motivos dessa estagnação para garantir a efetividade da transição energética em camadas vulneráveis.
Necessidade de estudos e ajustes operacionais
Durante entrevista ao estúdio eixos, a liderança destacou que o programa é indispensável no combate à pobreza energética no Brasil. Contudo, defendeu a necessidade de aprimoramentos técnicos e um acompanhamento mais rigoroso das métricas de consumo.
Entre as principais propostas apresentadas pela Supergasbras está o reajuste mais dinâmico do preço de referência e a medição exata do público que efetivamente abandonou a queima de madeira.
O importante é que a gente se debruce sobre isso e que faça os estudos necessários para mostrar que aquele usuário de lenha migrou de fato para o GLP.
Desafio cultural e transição para energia limpa
A substituição da biomassa tradicional pelo GLP esbarra em hábitos históricos da população. O executivo ressaltou que muitos beneficiários adotam um modelo híbrido, alternando o uso do fogão a gás com a queima de lenha.
Para consolidar o uso de fontes energéticas mais limpas e menos nocivas à saúde humana, o setor defende ações contínuas de conscientização sobre os riscos da fumaça e da poluição doméstica.
Próximos passos para o setor energético
O entendimento detalhado dos dados do Gás do Povo é visto como peça-chave para aperfeiçoar as políticas públicas de inclusão social e sustentabilidade no
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