A Petrobras anunciou uma alta de quase 14% no preço do querosene de aviação (QAV) e reativou um mecanismo de auxílio financeiro para amenizar o impacto nas distribuidoras.
O mercado de aviação brasileiro enfrenta um novo desafio operacional após a Petrobras elevar, na última terça-feira (1º), o valor do querosene de aviação em 13,9%. O ajuste, que representa um acréscimo de R$ 0,68 por litro, reflete a alta nas cotações globais do petróleo, fortemente pressionadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Com essa movimentação, o combustível acumula uma valorização expressiva de 53,3% ao longo de 2026. Em termos monetários, isso significa que, desde o encerramento de dezembro do ano passado, o litro do QAV ficou R$ 1,94 mais caro. A companhia ressalta, no entanto, que o Brasil utiliza uma fórmula paramétrica para o cálculo dos preços, servindo como uma barreira que suaviza os efeitos da volatilidade externa.
Medida de alívio para o setor
Para evitar uma pressão imediata e excessiva no fluxo de caixa das empresas que compram o produto, a estatal decidiu reintroduzir o plano de parcelamento dos reajustes, uma estratégia apresentada inicialmente em junho deste ano. O benefício permite que as distribuidoras, que são os únicos elos autorizados a adquirir o combustível da Petrobras para revenda às companhias aéreas, dividam o impacto do aumento em três vezes.
“A iniciativa permite que as distribuidoras parcelem o aumento em três parcelas mensais, reduzindo o impacto financeiro decorrente da volatilidade do mercado internacional”, explicou a Petrobras em seu comunicado oficial.
Próximos passos e sustentabilidade financeira
A adesão ao parcelamento é facultativa e simplificada. As distribuidoras interessadas em diluir o custo podem formalizar o acordo mediante a assinatura de um termo específico, dispensando a necessidade de apresentar garantias adicionais à petrolífera.
O cenário reforça a dependência do setor aéreo frente às oscilações do mercado global de combustíveis fósseis. Enquanto o custo operacional das companhias aéreas sofre novas pressões, o mercado energético observa atentamente como essa política de preços e o auxílio do parcelamento influenciarão a estabilidade dos preços das passagens e a saúde financeira das distribuidoras nos próximos meses.
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