O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um aumento significativo na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) para setembro e outubro, impulsionado pelas temperaturas elevadas e o fenômeno El Niño.
O setor de energia brasileiro se prepara para um aumento expressivo na demanda nos próximos meses. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revelou, durante a reunião do Programa Mensal da Operação (PMO) de setembro, projeções que apontam para um crescimento de 5,9% na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) em setembro, atingindo 85.118 MW médios. Este cenário se estende para outubro, com uma expectativa de alta ainda maior, de 6,65%, chegando a 87.447 MW médios, em comparação com o mesmo período de 2025.
Este cenário de elevação do consumo de energia é um reflexo direto das temperaturas elevadas previstas para o período, intensificadas pelos efeitos do fenômeno El Niño. A tendência de aumento na carga de energia já era monitorada pelo ONS, que havia revisado suas estimativas em PMOs anteriores, consolidando agora a perspectiva de um segundo semestre mais aquecido em termos energéticos.
Aquecimento impulsiona demanda energética
As projeções do ONS para setembro e outubro foram mantidas e incorporam a segunda revisão quadrimestral do Plano da Operação Energética 2026-2030. O comportamento da carga de energia em agosto, que ficou ligeiramente acima do esperado, mas dentro do cenário traçado,
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um aumento significativo na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) para setembro e outubro, impulsionado pelas temperaturas elevadas e o fenômeno El Niño.
O setor de energia brasileiro se prepara para um aumento expressivo na demanda nos próximos meses. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revelou, durante a reunião do Programa Mensal da Operação (PMO) de setembro, projeções que apontam para um crescimento de 5,9% na carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) em setembro, atingindo 85.118 MW médios. Este cenário se estende para outubro, com uma expectativa de alta ainda maior, de 6,65%, chegando a 87.447 MW médios, em comparação com o mesmo período de 2025.
Este cenário de elevação do consumo de energia é um reflexo direto das temperaturas elevadas previstas para o período, intensificadas pelos efeitos do fenômeno El Niño. A tendência de aumento na carga de energia já era monitorada pelo ONS, que havia revisado suas estimativas em PMOs anteriores, consolidando agora a perspectiva de um segundo semestre mais aquecido em termos energéticos.
As projeções do **ONS** para setembro e outubro foram mantidas e incorporam a segunda revisão quadrimestral do **Plano da Operação Energética 2026-2030**. O comportamento da **carga de energia** em agosto, que ficou ligeiramente acima do esperado, mas dentro do cenário traçado, reforçou a validade das premissas utilizadas, não justificando novas alterações para o futuro próximo.
As projeções do ONS para setembro e outubro foram mantidas e incorporam a segunda revisão quadrimestral do Plano da Operação Energética 2026-2030. O comportamento da carga de energia em agosto, que ficou ligeiramente acima do esperado, mas dentro do cenário traçado, reforçou a validade das premissas utilizadas, não justificando novas alterações para o futuro próximo.
A expectativa de fechamento de agosto é de 82.592 MW médios, superando a projeção inicial do PMO em 1,2%. Para o ano de 2026, a previsão é que a carga de energia do SIN cresça 4,37%, mantendo-se em linha com as projeções anteriores e demonstrando a resiliência do mercado de energia nacional diante dos desafios climáticos e econômicos.
Destaque para as regiões Norte e Nordeste
As regiões Norte e Nordeste despontam como as principais impulsionadoras desse crescimento. O Nordeste deverá registrar a maior alta percentual, com um avanço de 7,1% em setembro, alcançando 14.398 MW médios, e um crescimento de 6,3% em outubro.
O Norte também apresenta um cenário de forte expansão, com 6,52% de alta em setembro (9.496 MW médios) e 5,94% em outubro. Este desempenho regional é atribuído, em grande parte, à atuação das distribuidoras e à crucial interligação de Boa Vista ao SIN, concretizada no final de 2025. A participação de consumidores livres, embora presente, é considerada menos significativa neste contexto.
“Observamos que o crescimento em regiões como o Nordeste e o Norte é um reflexo não apenas das condições climáticas, mas também da expansão de infraestrutura e da dinâmica do consumo de energia local, um fator que o ONS monitora de perto em nossos estudos,” destacou um representante do ONS durante a apresentação, sublinhando a importância da análise regional para o planejamento energético.
Para o acumulado de 2026, a carga de energia do Norte deve crescer cerca de 6,8%, e a do Nordeste projetou uma expansão de 5,6%, evidenciando a vitalidade dessas áreas para o Sistema Interligado Nacional.
Cenários para Sudeste/Centro-Oeste e Sul
O Sudeste/Centro-Oeste, subsistema de maior representatividade no país, prevê um crescimento de 5,32% em setembro, totalizando 47.403 MW médios, e uma alta anual de 7,1% em outubro. Apesar das projeções mensais estarem estáveis, a previsão de crescimento da carga de energia para todo o ano de 2026 no Sudeste/Centro-Oeste foi revisada para 3,7%, uma ligeira queda em relação à estimativa anterior.
Já a região Sul deve registrar um aumento de aproximadamente 6,5% em setembro, alcançando 13.821 MW médios, com outubro projetando um crescimento de cerca de 6%. A perspectiva para o Sul é mais otimista no acumulado de 2026, com a expectativa de crescimento da carga de energia subindo de 2,6% para 3,8%, impulsionada por um desempenho positivo observado nos últimos meses, mesmo em períodos de temperaturas mais amenas.
As projeções do ONS reforçam a necessidade de um planejamento energético robusto e adaptável. O aumento da carga de energia, especialmente diante das temperaturas elevadas e do El Niño, exige que o setor de energia continue investindo em fontes limpas e sustentáveis, garantindo a segurança e a confiabilidade do abastecimento para todas as regiões do Sistema Interligado Nacional. A contínua vigilância do ONS sobre o mercado de energia é fundamental para assegurar que a infraestrutura esteja preparada para atender à demanda crescente e às variações climáticas.
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