Parceria estratégica entre Banco do Brasil e BYD viabiliza linha de crédito exclusiva para taxistas e motoristas de aplicativo, impulsionando a frota de veículos elétricos no país.
A eletrificação da frota urbana no Brasil ganhou um incentivo financeiro robusto. Através do programa Move Brasil, o Banco do Brasil e a montadora chinesa BYD estabeleceram um acordo focado em democratizar o acesso à tecnologia de baixa emissão de carbono para quem utiliza o carro como ferramenta de trabalho.
A iniciativa atende diretamente taxistas e profissionais de aplicativos de transporte, oferecendo financiamento para veículos elétricos novos de até R$ 150 mil.
Com taxas competitivas e prazos estendidos, a medida busca remover as barreiras financeiras que historicamente impedem a transição desses motoristas para modelos mais sustentáveis e econômicos a longo prazo.
Condições atrativas e foco em inclusão
O modelo de financiamento traz diferenciações importantes. Além de um prazo de pagamento de até 72 meses, o programa oferece uma carência de seis meses, permitindo que o profissional tenha fôlego financeiro para adaptar seu fluxo de caixa.
As taxas de juros partem de 0,91% ao mês. Para promover a equidade de gênero no setor, o BB estabeleceu uma taxa preferencial de 0,91% para mulheres motoristas, enquanto para os homens a taxa é de 0,99% ao mês.
O pacote ainda inclui um ecossistema de conveniência, com seguros customizados, cartões especiais e assistência técnica dedicada.
Francisco Lassalvia, vice-presidente do Banco do Brasil, afirmou:
“A nossa estratégia é conectar o crédito à mobilidade sustentável, oferecendo ferramentas para que o profissional possa investir em um transporte mais limpo e eficiente.”
Resposta imediata do mercado
O interesse dos motoristas pela novidade superou as expectativas logo nos primeiros contatos. Durante uma ação realizada simultaneamente em 125 concessionárias da marca em todo o país, cerca de 1,2 mil profissionais foram atendidos.
O saldo inicial da mobilização foi superior a R$ 30 milhões em propostas de crédito encaminhadas, sinalizando uma demanda reprimida por alternativas de mobilidade menos poluentes. Alexandre Baldy, executivo da BYD, reforça que a parceria é o motor necessário para escalar essa mudança.
Baldy pontuou:
“Ao facilitar o acesso financeiro, estamos transformando a tecnologia verde em uma realidade tangível para quem roda milhares de quilômetros diariamente.”
Com o avanço desse projeto, o mercado de carros elétricos no país tende a crescer de forma sustentada.
O sucesso inicial sugere que, à medida que mais profissionais migram para a eletromobilidade, o impacto na redução de emissões de poluentes nas grandes cidades brasileiras deve ser progressivo, consolidando a agenda de sustentabilidade no setor de transporte.
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