Em partida decisiva da Copa do Mundo, usinas da AXIA Energia demonstraram alta flexibilidade operacional, absorvendo mais da metade do aumento da carga elétrica nacional.
Grandes eventos esportivos, como a partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo de 2026, representam verdadeiros testes de resistência para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A rápida mudança no comportamento dos consumidores — que desligam aparelhos durante o jogo e retomam o uso intenso logo após o apito final — gera flutuações bruscas de demanda, exigindo uma resposta ágil dos geradores.
Na última segunda-feira (29), o complexo hidrelétrico da AXIA Energia foi o pilar que garantiu a estabilidade do sistema. A companhia foi responsável por suprir 54,45% de todo o incremento de demanda observado durante os picos de rampa de carga, tanto no intervalo quanto ao final da partida.
Flexibilidade estratégica para a rede
O desafio técnico é imenso: após a queda de consumo durante o jogo, a rede enfrenta um repique repentino. No intervalo da partida, o SIN registrou uma subida de 2.659 MW na demanda. Sozinha, a AXIA entregou 1.772 MW, ou 66,6% do total necessário para manter o equilíbrio.
O momento de maior estresse, porém, ocorreu após o encerramento do confronto, quando o sistema precisou de 12.784 MW adicionais em apenas uma hora. A AXIA supriu 5.404 MW dessa demanda, volume suficiente para abastecer cerca de 17,4 milhões de residências médias. Essa agilidade operacional dispensou o uso de termelétricas inflexíveis, que possuem custos mais elevados, reforçando a importância das hidrelétricas como reguladoras de frequência.
Para Antonio Varejão, vice-presidente de Operações e Segurança da AXIA Energia, os resultados comprovam a necessidade de valorizar a flexibilidade das usinas hidrelétricas:
“As hidrelétricas desempenham papel estratégico para a segurança energética nacional. Elas têm capacidade de responder de forma rápida e segura às oscilações da demanda, garantem confiabilidade ao sistema elétrico e contribuem para a estabilidade do fornecimento em todo o país.”
Atuação regional e complementaridade
O sucesso da operação foi possível graças à distribuição estratégica dos ativos em diferentes submercados. A UHE Marimbondo, situada na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, atuou como a principal resposta durante o intervalo do jogo, com um incremento de 1.073 MW.
Já no período pós-jogo, o foco de carga recaiu sobre a UHE Tucuruí, no Pará, que injetou 1.537 MW na rede. Esse cenário evidenciou a eficácia do intercâmbio energético entre as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste, reafirmando o papel das hidrelétricas como o principal colchão de segurança para oscilações bruscas no cenário elétrico brasileiro.























