A Atvos dá início à construção de seu primeiro Complexo de Transição Energética em Mato Grosso do Sul, integrando etanol de milho, cana-de-açúcar e biometano em um modelo inovador de produção renovável no Brasil.
A Atvos, referência nacional no setor de biocombustíveis, marcou um momento histórico nesta quarta-feira (1º) ao lançar a Pedra Fundamental de sua primeira planta de etanol de milho. Localizado na Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul (MS), o projeto é o pontapé inicial para a criação do primeiro Complexo de Transição Energética da companhia, uma estrutura que une diversas fontes de energia limpa em um único ecossistema produtivo.
A iniciativa coloca a empresa na vanguarda da sustentabilidade ao integrar, de forma sinérgica, o processamento de cana-de-açúcar, milho, a geração de bioeletricidade e a produção de biometano. Este movimento estratégico consolida o compromisso da organização com a descarbonização da matriz energética brasileira, alinhando eficiência industrial e responsabilidade ambiental.
Inovação e sinergia na produção de energia renovável
O projeto foi apresentado em uma cerimônia que reuniu lideranças políticas e executivos do setor, incluindo o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e o CEO da Atvos, Bruno Serapião. O foco do novo complexo é maximizar o uso da biomassa, reduzindo a pegada de carbono por meio de uma operação circular e altamente eficiente.
“Nosso diferencial não está apenas na produção de etanol de milho, mas na forma como vamos produzi-lo. Ao integrar essa operação a uma unidade consolidada de cana-de-açúcar, aproveitamos sinergias industriais, utilizamos energia renovável proveniente da biomassa e reduzimos a intensidade de carbono da nossa produção. Esse é o modelo que sustenta a evolução da Unidade Santa Luzia como o primeiro Complexo de Transição Energética da Atvos”, afirmou Bruno Serapião.
Impacto econômico e sustentabilidade
A infraestrutura prevista para o complexo não apenas impulsiona a produção de energia sustentável, mas também promove o desenvolvimento regional. Com início das obras projetado para o segundo semestre de 2026, a construção deve gerar cerca de 2 mil postos de trabalho.
O governador Eduardo Riedel destacou a relevância do investimento para o estado:
“Um centro integrado de produção de energia de maneira rara no Brasil, produzindo etanol de milho, cana e biometano. Além de gerar empregos para nossa gente, este projeto contribui com a nossa política de carbono neutro. E não são apenas benefícios ambientais, mas também econômicos”, pontuou o governador.
Quando estiver em pleno funcionamento, a nova planta terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho anualmente, resultando em 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG — um coproduto essencial para a nutrição animal — e 13 mil toneladas de óleo de milho.
Este passo reforça a posição da Atvos como um player estratégico na transição para uma economia de baixo carbono. A integração de novas rotas tecnológicas prepara o terreno para que a companhia continue expandindo sua participação na oferta de combustíveis renováveis, garantindo um futuro mais limpo e economicamente robusto para o setor de energia.





















