Empresários do Simples Nacional têm prazo apertado para decidir sobre novos tributos da reforma.
A Reforma Tributária traz mudanças significativas para micro e pequenas empresas, e o prazo para a definição de como os novos impostos serão recolhidos em 2027 se aproxima. Empresários e contadores que operam sob o regime do Simples Nacional precisam estar atentos.
Entre os dias 1º e 30 de setembro, será necessário decidir a forma de pagamento do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) para o primeiro semestre de 2027.
A Resolução CGSN nº 186/2026 abriu a possibilidade de as empresas manterem o recolhimento desses novos tributos dentro da guia unificada do Simples Nacional.
Alternativamente, elas podem optar por aderir ao regime tributário regular, mas apenas para o IBS e a CBS, sem perder os benefícios concedidos pelo Simples para os demais impostos. Essa escolha estratégica, válida de janeiro a junho de 2027, demanda um planejamento financeiro minucioso, conforme aponta a consultoria Navecon.
Impacto nas Transações B2B
A decisão sobre o recolhimento do IBS e da CBS tem um impacto direto nas operações comerciais entre empresas (B2B). Optar por recolher esses impostos fora do guarda-chuva do Simples Nacional abre caminho para um amplo creditamento sobre a compra de insumos.
Além disso, permite a transferência integral desses créditos para compradores que utilizam o regime tributário regular. Por outro lado, a manutenção do recolhimento unificado dentro do Simples Nacional impõe limitações.
Nesses casos, os créditos que o cliente pode aproveitar ficam restritos ao valor efetivamente pago via Simples. Essa distinção pode influenciar a competitividade e as relações comerciais.
Fábio Edelberg, CEO da Navecon, destacou:
Pagar menos imposto no Simples pode significar perda de mercado se o cliente exigir mais crédito. A escolha exige colocar faturamento, margem e clientes na mesma conta.
Como Registrar a Opção
O registro da opção escolhida deverá ser feito no portal do Simples Nacional durante o mês de setembro. É importante notar que há um período para cancelamento dessa manifestação, que vai até o final de novembro de 2026.
As empresas que não expressarem sua preferência nesse período continuarão a ter o recolhimento unificado. O cenário tributário para 2027 prevê ainda uma nova janela de transição em março, focada especificamente no segundo semestre daquele ano.
Assim, a atenção a esses prazos e às implicações financeiras é crucial para a saúde e a estratégia de negócios das micro e pequenas empresas brasileiras.























