Novos critérios e procedimentos para o controle do Greening prometem fortalecer a citricultura paulista.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo publicou uma nova resolução que visa intensificar as ações de prevenção e controle do Greening (HLB), uma doença que representa uma séria ameaça à citricultura. A medida, Resolução SAA nº 32 de 2026, busca adaptar as estratégias à realidade da doença, com foco especial em municípios onde a atividade citrícola possui grande impacto econômico.
Uma das inovações mais significativas é a classificação dos municípios com base na incidência do Greening. Aqueles com até 10% de pomares contaminados serão considerados de “baixa incidência”, enquanto os que ultrapassam esse percentual serão classificados como de “alta incidência”. Essa divisão tem o objetivo de direcionar esforços e incentivar ações mais robustas nos municípios com maior relevância econômica para a citricultura.
Monitoramento e Flexibilização na Erradicação
A nova resolução estabelece um monitoramento quinzenal do psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor da doença, em pomares de qualquer idade. Essa frequência visa interromper o ciclo completo do inseto, desde o ovo até a fase adulta, prevenindo a disseminação do Greening.
Outro ponto crucial é a flexibilização da erradicação de plantas doentes. Em municípios de alta incidência, a erradicação compulsória será exigida apenas para plantas novas, com até três anos de idade. Para árvores adultas doentes em áreas de alta incidência, a eliminação só será obrigatória se a planta não estiver sob manejo adequado. Já em municípios de baixa incidência, a erradicação de plantas doentes de todas as idades permanece como regra.
Essa adaptação busca equilibrar a proteção fitossanitária com a sustentabilidade para os produtores, reconhecendo a realidade enfrentada pelo setor em áreas mais afetadas.
Transporte Interestadual e Abrangência
Para coibir a disseminação do Greening, o transporte interestadual de frutas cítricas de São Paulo para outros estados passará a exigir o processamento e a escovação das frutas. O objetivo é eliminar folhas ou ramos que possam servir como potenciais vetores da doença. A única exceção a essa regra é a Tangerina Ponkan.
As medidas estabelecidas pela Resolução SAA nº 32 de 2026 aplicam-se às plantas dos gêneros Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp., abrangendo uma ampla gama de espécies de importância para a citricultura.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, ressalta que o enfrentamento ao Greening já demonstra resultados positivos, com sinais de desaceleração da doença. A nova resolução atualiza a estratégia do Estado, buscando maior eficiência no controle, ao mesmo tempo em que garante a competitividade da citricultura paulista.
A Resolução na íntegra está disponível para consulta através do link oficial.























