Os custos da energia elétrica para residências no Brasil registraram um salto expressivo, acumulando uma alta de 10,27% nos últimos doze meses. Esse aumento supera significativamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, que foi de 4,39%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 12 de maio. A elevação coloca uma pressão considerável no orçamento dos consumidores.
A principal razão para o encarecimento da conta de luz reside na aplicação contínua das bandeiras tarifárias, que incidiram sobre as faturas ao longo de 2025 e 2026. Além disso, os reajustes anuais promovidos pelas concessionárias de distribuição de energia em diversas unidades da federação contribuíram para o cenário. Em maio de 2026, a bandeira amarela foi ativada novamente, implicando em custos adicionais para os usuários do serviço elétrico.
O impacto desses aumentos foi sentido em praticamente todo o território nacional. O estudo do IBGE, que analisou 16 capitais e regiões metropolitanas, mostrou que 15 dessas localidades experimentaram elevações nas suas tarifas de energia. A capital goiana, Goiânia, registrou a maior disparada, com um crescimento notável de 24,46% nos valores cobrados pela eletricidade.




















