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A distribuidora Âmbar Energia solicita à Aneel a liberação antecipada de R$ 735 milhões para mitigar um aumento tarifário de 23,15% no Amazonas.
A Âmbar Energia Amazonas, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no estado e sob o controle do grupo dos irmãos Batista, apresentou um pedido formal à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O objetivo é obter a antecipação de R$ 735 milhões provenientes da repactuação do Uso de Bem Público (UBP). A justificativa para a solicitação é a necessidade de amortecer o impacto de um reajuste tarifário que, segundo projeções preliminares, poderia atingir 23,15% e entrar em vigor já em maio de 2026.
A comunicação, detalhada em uma carta obtida pela CNN, revela que a própria área técnica da Aneel aponta para um aumento significativo nas contas de energia elétrica no Amazonas. A solicitação foi endereçada ao diretor da agência, Willamy Moreira Frota, em 15 de maio. A distribuidora argumenta que a antecipação desses fundos é crucial para assegurar a “modicidade tarifária”, evitando que os consumidores locais sofram um impacto financeiro considerado excessivo.
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A Âmbar Energia destaca em seu documento que um aumento tarifário dessa magnitude poderia gerar consideráveis dificuldades para os consumidores amazonenses. A empresa baseia seu pedido em uma nota técnica interna da Aneel, que reconhece o cenário de elevação de tarifas, especialmente na Região Norte, e as particularidades socioeconômicas que afetam a população local.
Em suas próprias palavras, a Âmbar ressalta a importância da medida:
“Ainda que não se tenha a decisão final da agência quanto ao rateio dos recursos, a Âmbar Energia Amazonas, alinhada a possibilidade de antecipação conforme o voto da diretora-relatora e, diante do efeito médio de 23,15% preliminarmente sinalizado pela STR/Aneel (Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica), solicita a antecipação dos recursos de UBP em benefício da modicidade tarifária, no valor de R$ 735 milhões”.
Este pedido sublinha a complexa relação entre as empresas distribuidoras, os órgãos reguladores e o consumidor final, especialmente em regiões com desafios logísticos e econômicos específicos. A decisão da Aneel sobre a antecipação dos recursos será determinante para o futuro das tarifas de energia no Amazonas.





















