A Petrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre de 2026, um salto de 110%, com investimentos robustos focados em expansão e segurança energética.
A Petrobras abriu 2026 com um desempenho financeiro notável, alcançando um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre. Este resultado expressivo, um aumento de 110% em comparação com o trimestre anterior, é impulsionado por uma combinação de fatores favoráveis, incluindo a valorização do Brent, otimizações em suas operações de refino e um cenário internacional mais propício para o setor de óleo e gás.
A estratégia da empresa em maximizar a produção do pré-sal e aprimorar a eficiência de seu parque refinador tem se mostrado acertada, especialmente diante da crescente demanda interna por combustíveis. O EBITDA ajustado atingiu R$ 59,6 bilhões, evidenciando a forte geração de caixa operacional, que somou R$ 44 bilhões, mesmo em um contexto global de incertezas geopolíticas.
Em paralelo, a Petrobras intensificou seu ciclo de investimentos, com aportes totais de R$ 26,8 bilhões no período. Este valor representa um crescimento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, reafirmando a posição da companhia como um dos principais motores de investimento na economia brasileira.
Produção recorde no pré-sal impulsiona resultados
O primeiro trimestre de 2026 marcou um período de aceleração na produção de óleo e gás da Petrobras. A exploração nas ricas áreas do pré-sal, particularmente na Bacia de Santos, liderou este avanço. A produção própria total atingiu a marca de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), um incremento de 16% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O pré-sal, em especial, registrou um recorde de produção, alcançando 2,66 milhões de boed.
Adicionalmente, a produção total operada pela companhia atingiu outro recorde, chegando a 4,65 milhões de boed. Este volume reforça a importância estratégica das operações offshore para a garantia da segurança energética do Brasil e para o fortalecimento da posição exportadora da Petrobras no mercado global.
Refino opera em alta capacidade, reduzindo importações
O segmento de refino também desempenhou um papel crucial no trimestre. O Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias alcançou 95%, com um pico de 97,4% em março, o mais elevado desde 2014. Essa alta performance operacional permitiu à companhia atender a uma fatia significativa da demanda por derivados, com a produção de diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV) representando 68% do total refinado.
Um destaque particular foi a produção recorde de diesel S-10 em março, que alcançou 512 mil barris por dia. Este avanço na produção de derivados contribuiu para uma redução considerável na importação de GLP, que caiu para 26 mil barris por dia, o menor patamar histórico da empresa. A companhia também firmou novos acordos de exportação de petróleo, com destaque para negócios com a Índia, e ampliou o fornecimento de diesel misturado com biodiesel para a Vale.
Expansão de infraestrutura e investimentos estratégicos
A Petrobras também impulsionou projetos de expansão em sua infraestrutura energética. A contratação de dois novos navios-plataforma (FPSOs) para os projetos SEAP I e II, além da aquisição de participações em ativos internacionais na Namíbia e em São Tomé e Príncipe, são exemplos desses movimentos.
No cenário nacional, a empresa consolidou sua presença no offshore com a aquisição de participação nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte. Novas descobertas exploratórias na Bacia de Campos e na Colômbia também foram registradas. A participação da Petrobras no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 resultou na contratação de nove usinas termelétricas, agregando cerca de 2,6 GW de potência e com expectativa de receita fixa de aproximadamente R$ 44 bilhões. A gestão financeira da companhia permanece sólida, com a dívida bruta encerrando o trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite estabelecido.
Impacto econômico e distribuição aos acionistas
Além dos resultados operacionais, a Petrobras reafirma seu papel fundamental na economia brasileira através da arrecadação de impostos e royalties, que somaram R$ 72,4 bilhões no trimestre. A companhia também beneficiou seus acionistas, aprovando R$ 9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Este equilíbrio entre a remuneração aos investidores e a continuidade dos investimentos reflete a solidez financeira e a estratégia de crescimento sustentável da empresa. O desempenho consolida um início de ano promissor para a Petrobras, fortalecendo sua posição no mercado energético global e sua contribuição para a segurança e desenvolvimento do Brasil.






















