Marco da engenharia brasileira, a Usina Henry Borden celebra seu centenário reafirmando sua importância estratégica para o sistema elétrico nacional, combinando modernização tecnológica, resiliência operacional e um legado histórico fundamental para o desenvolvimento industrial de São Paulo.
Há exatamente um século, o Brasil testemunhava um dos maiores feitos da engenharia nacional: o início da operação da Usina Henry Borden. Localizada estrategicamente em Cubatão, a estrutura foi concebida para dominar o desnível da Serra do Mar e suprir a crescente demanda do polo industrial paulista. O que começou como uma ousada visão de infraestrutura em 1926, consolidou-se como um pilar de sustentação para a economia do país.
Hoje, ao completar 100 anos, a usina deixa de ser apenas um símbolo histórico para se posicionar como um ativo essencial para a transição energética. Com capacidade instalada de 889 MW, o complexo passou por intensos processos de modernização, garantindo sua plena adaptabilidade às exigências de um mercado que demanda cada vez mais fontes renováveis e flexibilidade operacional.
Tecnologia e resiliência na Serra do Mar
O complexo é formado por casas de força externas e subterrâneas, esta última um marco arquitetônico escavado diretamente na rocha da Serra do Mar. A utilização de turbinas Pelton permite que a usina aproveite de forma otimizada a queda d’água da região, mantendo um desempenho de alta eficiência.
A relevância da unidade para o Sistema Interligado Nacional (SIN) é evidenciada por sua capacidade de black start. Em momentos de instabilidade no fornecimento, a Henry Borden possui a resiliência necessária para reiniciar suas operações sem suporte externo, além de entregar sua potência máxima em apenas 15 minutos, servindo como uma bateria estratégica para o país.
Investimentos e modernização contínua
A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), operadora da usina desde 1998, tem direcionado investimentos robustos para assegurar a longevidade do ativo. Desde 2019, mais de R$ 338 milhões foram aplicados na atualização dos grupos geradores, focando, inicialmente, na seção subterrânea, com planos de expansão para a unidade externa.
Rafael Strauch afirmou:
“Desde 2019, destinamos R$ 338 milhões à Henry Borden principalmente à atualização das unidades geradoras da usina subterrânea. O nosso próximo desafio é avançar na modernização das unidades da usina externa”, diz Rafael Strauch, Diretor-Presidente da companhia.
Esses esforços já colhem frutos: em meados de 2026, a usina atingiu 92% de disponibilidade média móvel, demonstrando que a infraestrutura centenária pode ser protagonista na era da tecnologia digital e da energia sustentável.
Preservação cultural e memória industrial
Para celebrar o marco centenário, foi inaugurado o Espaço Cultural Henry Borden, um projeto que integra memória, educação e inovação. A iniciativa, realizada em parceria com a Fundação Energia e Saneamento, oferece ao público uma imersão na trajetória da usina, utilizando recursos de realidade virtual e acessibilidade inclusiva.
Claudinéli Moreira Ramos afirmou:
“O Espaço Cultural Henry Borden transforma a memória centenária da usina em uma experiência de conhecimento, educação e valorização do patrimônio industrial. Conceber esse novo espaço foi uma oportunidade de conectar a história da energia às novas tecnologias e aproximar o público das pessoas e das histórias que fazem parte desse legado”, afirma Claudinéli Moreira Ramos, Diretora Executiva da FES.
Conheça a história completa deste marco em: centenariohenryborden.emae.com.br
O papel da usina no futuro energético
A longevidade da Usina Henry Borden serve como uma lição sobre a importância de obras de infraestrutura adaptáveis. Enquanto o século XX focou na industrialização, o século XXI exige uma rede elétrica mais flexível e integrada. A capacidade da usina em se reinventar garante que a Serra do Mar continue sendo uma fonte de progresso e segurança energética para São Paulo e para todo o Brasil.
A trajetória da unidade é um lembrete de que o sucesso no setor elétrico depende tanto da robustez da engenharia quanto da capacidade contínua de inovar e integrar tecnologias para enfrentar os desafios climáticos e econômicos das futuras gerações.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Parceria entre ABB e NOVENCO reduz em até 85% o consumo de energia de ventiladores industriais
· Instagram
LEIA MAIS
Relatório Planeta Vivo 2026 aponta queda média de 73% nas populações monitoradas de animais silvestres e mostra caminhos para a recuperação da natureza
· Energia Renovável
LEIA MAIS
Energia em excesso coloca RN na disputa por data centers e novos investimentos
· Instagram
LEIA MAIS
















