A Taesa analisa a participação em leilão de baterias, enquanto foca na aquisição de ativos de transmissão e no avanço de projetos em São Paulo.
A companhia de transmissão de energia elétrica Taesa mantém em seu radar a possibilidade de ingressar no mercado de armazenamento de energia.
A empresa estuda a participação no primeiro Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Armazenamento (LRCAP-BESS), com previsão para dezembro deste ano.
No entanto, a decisão final dependerá da consolidação das regras e da regulamentação que o novo mercado de baterias de grande porte exigirá, um fator crucial para a viabilidade de tais investimentos.
Essa avaliação foi compartilhada por Maurício Dall’Agnese, diretor de Negócios e Gestão de Participações da Taesa, durante uma comunicação com analistas e jornalistas.
A empresa demonstra interesse em expandir suas fronteiras para o setor de armazenamento, visto como uma área com potencial de crescimento.
Contudo, a entrada neste novo segmento está atrelada à clareza regulatória que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) deverá definir nos próximos meses, antes que a Taesa formalize sua participação no leilão.
Desdobramentos e Novos Negócios
Enquanto o segmento de armazenamento de energia é cuidadosamente analisado, a Taesa não deixou de lado suas estratégias de crescimento e consolidação no setor de transmissão.
Recentemente, a empresa finalizou a aquisição de cinco ativos de transmissão pertencentes ao Grupo Energisa.
A transação, no valor de R$ 2,4 bilhões, fortalece o portfólio da Taesa e demonstra sua capacidade de execução em grandes operações no setor elétrico brasileiro.
Paralelamente, a companhia avança em projetos de infraestrutura.
Foi obtida a licença de instalação para o Projeto Juruá, localizado em Barra Bonita, interior de São Paulo.
Este empreendimento, resultado do lote 3 do leilão de transmissão de 2024, envolve a construção de uma linha de transmissão e uma subestação, com um investimento previsto de R$ 244 milhões.
A expectativa é que o projeto entre em operação comercial até junho de 2028, gerando uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 20,5 milhões.
Resultados e Perspectivas
A notícia da análise para o leilão de baterias e a conclusão da aquisição de ativos da Energisa ocorrem em um momento de consolidação dos resultados da Taesa.
A empresa apresentou um EBITDA regulatório de R$ 1,139 bilhão no primeiro semestre de 2026, um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior, com uma margem EBITDA de 85,4% e disponibilidade operacional de 99,91%.
Esses números refletem a eficiência operacional e a gestão estratégica da companhia.
A aquisição dos ativos da Energisa, que envolve cinco subsidiárias, e o desenvolvimento do Projeto Juruá demonstram a visão de longo prazo da Taesa.
A empresa busca diversificar suas fontes de receita e expandir sua atuação, sempre atenta às oportunidades de mercado e aos avanços regulatórios, especialmente em áreas promissoras como o armazenamento de energia.
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