A gigante petrolífera BP firmou um acordo estratégico com a Shell para o compartilhamento de ativos no Brasil e nos Estados Unidos, marcando uma nova etapa em sua exploração no pré-sal.
A BP anunciou a venda de metade de sua participação no Bloco de Tupinambá, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, para a Shell. Apesar da entrada da nova sócia, a BP permanecerá como a operadora do projeto, mantendo a responsabilidade técnica pelas atividades de exploração na área, que ainda não atingiu a fase de produção comercial.
O movimento faz parte de uma estratégia global de alocação de capital da BP. Para a Shell, o negócio representa um incremento relevante em seu portfólio de exploração e produção em águas profundas no território brasileiro.
Aspectos regulatórios e contexto do ativo
A operação foi oficializada junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no início da semana, com o devido registro no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (02). A transação aguarda agora o aval das autoridades concorrenciais para ser concluída.
O bloco de Tupinambá foi originalmente arrematado pela BP durante o 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da ANP, em 2023. Na ocasião, a companhia foi a única proponente do certame, comprometendo-se a repassar uma fatia superior à mínima exigida do excedente em óleo para a União.
Negociação de alcance internacional
Embora os valores financeiros da transferência em Tupinambá não tenham sido revelados, a BP confirmou que a transação é vinculada a um acordo maior. Como parte do entendimento, a Shell também passará a deter 30% de cinco concessões exploratórias no projeto Conifer, situado no Golfo do México, nos Estados Unidos.
Nessa frente internacional, a lógica operacional se repete, com a BP mantendo o controle majoritário e a gestão dos poços. Em nota oficial, a companhia destacou que o desinvestimento parcial segue o objetivo de simplificar seus negócios e fortalecer sua posição financeira, priorizando ativos com maior potencial de valor agregado.
Esta parceria reforça a tendência de compartilhamento de riscos e custos entre as grandes petroleiras no setor de óleo e gás, especialmente em áreas de exploração complexa e alto investimento, como é o caso das camadas do pré-sal brasileiro.















