A Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos nomeou Roseane Santos como sua nova presidente-executiva. A executiva assume em setembro com foco na modernização do setor e novas tecnologias.
A Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos — entidade antes conhecida como ABGD — oficializou a escolha de Roseane Santos para comandar sua presidência-executiva. O início oficial da gestão está marcado para o dia 1º de setembro, marcando um ponto de inflexão importante para o mercado de energia no Brasil.
A nomeação reflete a necessidade da organização em diversificar seu alcance. O objetivo é transcender o foco tradicional na energia solar e passar a atuar como protagonista no debate sobre a digitalização das redes, armazenamento de energia em baterias e o aprimoramento regulatório indispensável para a transição energética nacional.
Nova fase para os recursos energéticos distribuídos
O cenário atual exige que a geração distribuída deixe de ser vista apenas como um segmento de nicho. O setor amadureceu e agora integra pilares estratégicos, como a flexibilidade sistêmica e a abertura progressiva do mercado livre. Roseane Santos terá a missão de coordenar a interlocução entre empresas, Congresso e órgãos reguladores, garantindo que as políticas públicas acompanhem o ritmo da inovação tecnológica.
O processo de transição conta com o suporte de Luiz Fernando Leone Vianna, que atuou como presidente interino desde o início de 2026. A gestão de Vianna foi marcada pelo zelo com a estabilidade jurídica e a consolidação do marco legal vigente (Lei 14.300/2022).
Sobre o potencial da nova gestão, o Conselho Deliberativo da associação enfatizou a competência técnica da executiva:
“Roseane construiu uma trajetória respeitada e tem grande abertura para o diálogo com todos os agentes. Ela chega para fortalecer o protagonismo da Associação em uma agenda que vai muito além da geração distribuída: envolve a modernização do setor elétrico, a integração dos recursos energéticos distribuídos e a construção de políticas públicas que permitam ao Brasil aproveitar todo o potencial dos recursos energéticos distribuídos na transição energética.”
Bagagem técnica e visão de mercado
A nova presidente é advogada, com MBA pela FGV, e acumula mais de duas décadas de experiência em infraestrutura. Seu currículo inclui passagens estratégicas por grandes players como Neoenergia e Âmbar Energia, além de uma atuação de destaque na diretoria e no Conselho da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
Sua expertise em temas como descarbonização, governança ESG e comercialização de energia é vista pelo mercado como o alicerce necessário para os desafios que virão.
O futuro das redes inteligentes
Em sua primeira manifestação, Roseane Santos destacou a importância de integrar inteligência e tecnologia ao sistema:
“A geração distribuída consolidou-se como um dos principais motores da transformação do setor elétrico brasileiro. Agora, o desafio é integrar novas tecnologias, como armazenamento de energia, digitalização das redes, resposta da demanda e outros recursos energéticos distribuídos, construindo um ambiente regulatório que estimule inovação, investimentos e beneficie consumidores e o desenvolvimento do país.”
O setor caminha, portanto, para um ecossistema descentralizado onde a eficiência e a conectividade serão as chaves para a competitividade. Com essa mudança de rota, a entidade busca se consolidar como um fórum indispensável para o desenho de um futuro energético mais sustentável, digital e resiliente para o país.






















