Roseane Santos assume a presidência-executiva da ABGD em setembro. A nova liderança chega para impulsionar a modernização do setor elétrico e fortalecer a agenda da energia limpa no Brasil.
A Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos (ABGD) anunciou uma mudança estratégica em sua liderança, nomeando Roseane Santos como sua nova presidente-executiva. Com o início de seu mandato agendado para 1º de setembro, após um período de transição conduzido por Luiz Fernando Vianna, que ocupava o cargo interinamente, a entidade sinaliza um movimento crucial para o futuro da geração distribuída no país. Este anúncio repercute positivamente entre os interessados em energia renovável e sustentabilidade, destacando o compromisso da ABGD com a evolução do setor elétrico.
A escolha de Roseane Santos reflete a busca da associação por uma condução alinhada às transformações vigorosas que o mercado de energia está vivenciando. Sua vasta experiência e conhecimento técnico são vistos como pilares fundamentais para navegar por um cenário que exige soluções cada vez mais inovadoras e estratégicas para a integração de recursos energéticos distribuídos (RED).
Experiência Estratégica para o Setor Elétrico
O conselho deliberativo da ABGD enfatizou que a seleção de Roseane Santos se deu por sua profunda familiaridade com o setor elétrico, sua sólida experiência regulatória e sua comprovada capacidade de liderar a associação em um momento de grandes desafios e oportunidades. A expansão da geração distribuída, o avanço do armazenamento de energia, a digitalização das redes, a gradual abertura do mercado e a crescente integração dos RED exigem uma atuação institucional altamente técnica.
A importância da nova liderança é reforçada pelas palavras do presidente do conselho deliberativo da ABGD.
Roseane construiu uma trajetória respeitada e tem grande abertura para o diálogo com todos os agentes. Ela chega para fortalecer o protagonismo da associação em uma agenda que vai muito além da geração distribuída: envolve a modernização do setor elétrico, a integração dos recursos energéticos distribuídos e a construção de políticas públicas que permitam ao Brasil aproveitar todo o potencial dos recursos energéticos distribuídos na transição energética.
José da Costa Carvalho Neto, presidente do conselho deliberativo da ABGD.
Trajetória Marcada por Inovação e Regulação
Advogada com um MBA em direito e economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roseane Santos acumula mais de duas décadas de vivência nos segmentos elétrico e de infraestrutura. Sua experiência inclui cargos de destaque como conselheira de administração e diretora da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), onde foi peça-chave na agenda regulatória e em projetos de modernização do mercado. Antes de se juntar à ABGD, ela também contribuiu em empresas como Neoenergia e Âmbar Energia, dedicando-se a temas como regulação, comercialização, ESG, armazenamento, descarbonização e inovação, consolidando um perfil de liderança visionário.
Um Novo Capítulo para a Geração Distribuída
Para Roseane, a geração distribuída está ingressando em uma fase de desenvolvimento mais sofisticada. O foco agora se desloca da mera expansão da capacidade instalada para a implementação de soluções que tornem o sistema elétrico mais inteligente, flexível e eficiente.
A geração distribuída consolidou-se como um dos principais motores da transformação do setor elétrico brasileiro. Agora, o desafio é integrar novas tecnologias, como armazenamento de energia, digitalização das redes, resposta da demanda e outros recursos energéticos distribuídos, construindo um ambiente regulatório que estimule inovação, investimentos e beneficie consumidores e o desenvolvimento do país. A Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos tem todas as condições para liderar esse debate.
Roseane Santos, presidente-executiva da ABGD.
A chegada de Roseane Santos à presidência da ABGD é um marco significativo para o setor de energia limpa no Brasil. Sob sua direção, a associação planeja expandir sua influência institucional junto aos Poderes Executivo e Legislativo, aos órgãos reguladores e aos demais agentes do mercado. Esse movimento visa intensificar o debate sobre a evolução do marco regulatório, a modernização do sistema elétrico e a contribuição vital dos recursos energéticos distribuídos para a segurança energética, a competitividade econômica e, essencialmente, para a transição para uma matriz de baixo carbono, consolidando o compromisso com um futuro mais sustentável.























