O futuro da riqueza global está em mudança, mas requer suporte especializado.
O mais recente Relatório Global de Riqueza, publicado pelo Boston Consulting Group (BCG), revela uma mudança significativa no fluxo de capital ao redor do mundo. A análise destaca que, embora os mercados emergentes estejam prestes a adicionar trilhões de dólares à economia global até 2030, a classe de investidores que impulsiona esse cenário ainda carece de suporte especializado por parte das instituições financeiras e consultores tradicionais.
O crescimento acelerado da riqueza global
O ano de 2025 foi marcado por um desempenho econômico excepcional. A riqueza financeira mundial registrou uma alta expressiva de 10,7%, alcançando a marca histórica de US$ 333 trilhões — o maior salto desde 2021. Enquanto a América do Norte e a Europa Ocidental concentram o maior volume de ativos, o cenário geopolítico das finanças mudou: Hong Kong superou a Suíça, tornando-se o principal centro mundial de reservas transfronteiriças, com ambas as regiões administrando cerca de US$ 2,9 trilhões em ativos internacionais.
A ascensão dos mercados emergentes
O relatório aponta que o crescimento mais dinâmico não ocorre nos tradicionais centros financeiros como Nova Iorque ou Londres, mas em polos como Mumbai, Jacarta, Riade, Cidade de Ho Chi Minh e São Paulo. A projeção do BCG é que os mercados emergentes, incluindo a China, gerem cerca de US$ 12 trilhões em nova riqueza financeira até o final desta década. Esse movimento será acompanhado por um crescimento de 8% ao ano no segmento de classe alta (famílias com mais de US$ 250 mil em ativos), o que deve resultar no surgimento de mais de um milhão de novos milionários até 2030.
Perspectivas regionais e impacto econômico
Diferente de ondas anteriores, a criação de riqueza atual é ampla e diversificada. A Índia lidera as projeções, com a expectativa de adicionar mais de US$ 2 trilhões à economia global. O Brasil aparece com uma previsão de geração de US$ 1 trilhão, seguido pelo México, com US$ 600 bilhões. Além dessas nações, países como Vietnã, Indonésia e Arábia Saudita apresentam taxas de crescimento que rivalizam com potências desenvolvidas, demonstrando que o poder econômico global está se tornando cada vez mais descentralizado e abrangente.
Visão Geral
Em suma, o estudo do BCG indica que a riqueza global atravessa um momento de transformação estrutural. A expansão acelerada nos mercados emergentes cria uma oportunidade única, mas também um desafio: o setor financeiro precisa se adaptar para atender à crescente demanda de novos investidores que, embora possuam um potencial financeiro significativo, ainda encontram dificuldades para acessar consultorias que acompanhem o ritmo dessa nova realidade.
Créditos: Misto Brasil





















