O PSDB do Distrito Federal oficializou sua neutralidade para o segundo turno da disputa ao Palácio do Buriti, liberando seus filiados para votarem conforme a própria consciência na próxima etapa.
A cúpula do PSDB no Distrito Federal definiu o rumo da legenda para a fase final da corrida eleitoral. Em uma decisão tomada por unanimidade na última terça-feira (6), o diretório regional formalizou que não integrará a base de apoio da governadora Celina Leão (PP), tampouco se coligará com o candidato Leandro Grass (PT).
A medida reflete um posicionamento de independência institucional, permitindo que a militância tucana tenha liberdade de voto. A carta-compromisso divulgada pela legenda detalha que o entendimento foi fruto de um debate profundo sobre as necessidades urgentes da capital federal, culminando na estratégia de não seguir nenhum dos dois projetos postos à mesa.
Pontos de atrito e diretrizes futuras
O documento redigido pelo partido não poupou críticas à atual gestão do GDF. Os tucanos utilizaram o espaço para elencar falhas administrativas que consideram estruturais, citando especificamente a queda no desempenho do Ideb — índice que mede a qualidade da educação básica — e os desafios persistentes na rede pública de saúde.
Além da crise nos serviços básicos, o partido manifestou inquietação com a gestão do BRB (Banco de Brasília). A sigla exigiu maior transparência na utilização do patrimônio estatal, citando as investigações conduzidas por órgãos de controle como motivo de alerta para o futuro da administração pública distrital.
O partido declarou que adotará postura de oposição independente a partir de 2027, fiscalizando o Executivo distrital independentemente de quem vença o pleito.
Uma oposição vigilante
Ao selar sua neutralidade, o PSDB sinaliza uma mudança de rota para o próximo ciclo político. A legenda reafirmou que, independentemente do nome que ocupará o Palácio do Buriti após o segundo turno, o foco do partido será a atuação fiscalizadora.
O impacto dessa decisão é relevante para a dinâmica política no Distrito Federal, já que retira uma peça importante da estratégia de alianças da governadora e mantém o campo oposicionista fragmentado. O tom adotado pelos tucanos sugere que, para além da escolha eleitoral momentânea, o partido prepara terreno para atuar como um contraponto crítico e técnico durante a próxima legislatura.














