A Petrobras marcou um avanço histórico na descarbonização do setor aéreo brasileiro ao concretizar a venda de seu primeiro lote de SAF produzido com 1% de matéria-prima renovável.
A gigante brasileira do setor de energia, Petrobras, deu um passo decisivo em sua estratégia de transição energética. A estatal anunciou nesta quarta-feira (17) a conclusão da fabricação e a entrega bem-sucedida de um lote inaugural de combustível de aviação sustentável (conhecido mundialmente pela sigla SAF). O produto, composto por 1% de óleo vegetal com certificação de sustentabilidade Corsia, reafirma o compromisso da companhia com metas globais de redução de emissões de gases poluentes.
O volume negociado, que totaliza 3,8 milhões de litros, foi processado industrialmente na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), localizada no Rio de Janeiro. Segundo a petroleira, a proporção utilizada segue rigorosamente as diretrizes estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro, que projeta metas progressivas para a descarbonização da aviação doméstica no Brasil durante os próximos anos.
Tecnologia e Parcerias Estratégicas
Para viabilizar este marco, a Petrobras estabeleceu uma parceria com a trading Bunge, responsável pelo fornecimento do óleo de soja certificado através do programa Corsia, que garante o baixo risco de mudança indireta do uso da terra. Após o processamento na Reduc, o lote foi comercializado diretamente para a distribuidora Vibra.
“Este percentual está alinhado às obrigações instituídas pela Lei Combustível do Futuro para redução de emissões da aviação doméstica para os anos iniciais”, destacou a companhia em comunicado oficial.
Projeções para o Futuro do SAF no Brasil
A Petrobras desempenha um papel central na infraestrutura energética nacional, sendo responsável pelo suprimento de 92% do querosene de aviação consumido em território brasileiro. A meta da empresa é ambiciosa: suprir a crescente demanda interna por SAF até o ano de 2029, utilizando como base a rota tecnológica do coprocessamento.
Atualmente, a estatal foca suas operações em refinarias estratégicas na região Sudeste, como a Reduc e a Revap (SP), para dar escala à produção de energia limpa. O cenário futuro, conforme detalhado no plano de negócios vigente até 2030, prevê a implementação de unidades dedicadas ao SAF, ampliando a capacidade produtiva e consolidando o Brasil como um protagonista global na oferta de soluções para o transporte aéreo sustentável.





















