A Petrobras avança na transição energética com a produção e venda do primeiro lote de SAF de soja certificado.
Um marco importante para a aviação sustentável foi alcançado pela Petrobras, que finalizou a produção e comercialização de seu primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF) derivado de óleo de soja. A transação, realizada na última semana, teve como destino a empresa Vibra, consolidando um passo significativo no desenvolvimento de biocombustíveis no Brasil.
O lote de 3,8 mil metros cúbicos foi produzido através do processo de coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), localizada no Rio de Janeiro. Este SAF contém 1% de componente renovável, um percentual que está em conformidade com as metas iniciais estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro, visando a redução das emissões no setor aéreo doméstico.
A matéria-prima utilizada, óleo de soja, foi adquirida da Bunge e possui a certificação CORSIA Low ILUC Risk, concedida pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Esta certificação é crucial, pois atesta que o óleo de soja não está associado ao desmatamento e apresenta baixo risco de impacto em novas áreas de cultivo, um requisito fundamental para a aviação internacional.
A Petrobras ressaltou que este é o primeiro SAF de soja do mundo a obter a certificação internacional, evidenciando o pioneirismo da companhia na área. Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, destacou que esta iniciativa reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a transição energética, além de estimular práticas mais responsáveis em sua cadeia de suprimentos.
Em um cenário de busca por maior flexibilidade produtiva e desenvolvimento de novas fontes de energia limpa, a empresa também anunciou o recebimento de R$ 752 milhões referentes à primeira parcela da subvenção econômica ao óleo diesel. Adicionalmente, em colaboração com a Finep, a Petrobras lançou um edital de R$ 150 milhões para impulsionar o desenvolvimento nacional de eletrolisadores industriais, voltados para a produção de hidrogênio de baixa emissão. Estes movimentos reforçam a estratégia da companhia de investir pesadamente em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, com um plano de negócios que prevê a alocação de US$ 4 bilhões na área até 2030.






















