Parceria estratégica visa impulsionar a produção local de sistemas de armazenamento de energia no Brasil, de olho nas oportunidades do leilão de reserva.
O cenário de energias renováveis no Brasil ganha um novo capítulo com o anúncio de uma colaboração promissora entre a UCB Power e a Jinko ESS. As duas empresas assinaram um memorando de entendimento (MoU) com o objetivo principal de nacionalizar os Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS).
A iniciativa mira especificamente o leilão de reserva de capacidade para armazenamento, previsto para dezembro deste ano, que promete ser um divisor de águas para o setor.
Este acordo estratégico abre caminho para a possível industrialização, em solo brasileiro, das avançadas soluções de armazenamento desenvolvidas pela Jinko ESS. A intenção é garantir que os equipamentos atendam integralmente aos exigentes requisitos de conteúdo local estabelecidos no edital do certame.
A expectativa das empresas é que essa colaboração facilite o acesso a projetos que demandam BESS com componentes e equipamentos fabricados no Brasil. Vinicius Berná, diretor-executivo Comercial e de Novos Negócios da UCB Power, destaca um benefício crucial:
A nacionalização também poderá facilitar o acesso a alternativas de financiamento disponíveis no Brasil, incluindo linhas do BNDES.
Ele ressaltou que isso se dará dentro dos critérios e requisitos para produtos com conteúdo local. A meta é clara:
Aproximar uma tecnologia de armazenamento de alcance global das condições e necessidades específicas do mercado brasileiro.
Além do leilão de reserva, a parceria vislumbra impulsionar o uso de BESS em diversas aplicações. Isso inclui a melhoria da estabilidade e flexibilidade da rede elétrica, a mitigação de gargalos na transmissão e distribuição de energia, e a fundamental integração das fontes renováveis.
Para a Jinko ESS, esta colaboração representa um passo importante para se alinhar às tendências globais e locais. A empresa reforça seu compromisso em apoiar a expansão de soluções que garantam a confiabilidade e a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro, em sintonia com o crescimento das energias limpas.
A união de tecnologia de ponta, capacidade de produção local e acesso a mecanismos de fomento financeiro, como apontado por Berná, sinaliza uma estratégia poderosa para diminuir as barreiras de entrada dos sistemas BESS e acelerar sua implementação em larga escala no país.















