O CEO da ORPLANA, José Guilherme Nogueira, destaca o protagonismo da cana-de-açúcar no Agro World Fórum, debatendo como a bioenergia, o biometano e o SAF impulsionam a transição energética e a competitividade brasileira no cenário global.
O cenário de transição energética global coloca o Brasil em uma posição estratégica privilegiada, com o setor sucroenergético ocupando o centro dessa transformação. Nesta quinta-feira, 5 de novembro, o Agro World Fórum, realizado no Renaissance São Paulo Hotel, torna-se o palco principal para discutir o futuro do campo, com foco especial na integração entre agronegócio e fontes renováveis.
Neste contexto, a participação de José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA – Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil, evidencia o papel fundamental da cana-de-açúcar na expansão da bioenergia. O painel “Energia, Biocombustíveis e a Nova Fronteira de Negócios do Agro” promete traçar os próximos passos para o setor, unindo produtividade técnica à busca por novas fontes de energia limpa.
A força da biomassa na nova fronteira energética
O debate sobre a nova fronteira de negócios do agronegócio passa obrigatoriamente pela diversificação das saídas produtivas. Além do açúcar e do etanol tradicionais, o setor agora volta os olhos para tecnologias de alto valor agregado, como o biometano e o combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF. A eficiência alcançada no cultivo da cana é o que permite essa evolução, transformando resíduos em combustível de baixo carbono.
“A transformação energética começa no campo, com a capacidade de produzir matérias-primas competitivas e sustentáveis. Ao olharmos para os próximos anos, estamos avançando na produtividade da cana-de-açúcar, nas tecnologias e nos modelos de produção capazes de sustentar a expansão da bioenergia, do biometano, do SAF e de novos combustíveis. O Brasil tem potencial para converter a força do setor canavieiro em uma vantagem competitiva e aumentar sua geração de energia”
Visão estratégica para o agronegócio
Sob o tema central “O Agro Brasileiro Diante da Nova Ordem Global”, o fórum reúne especialistas como Giovana Araújo, da KPMG, Giuliano Beggio Francischini, da Beggio Lorenzo Agropecuária, e Plinio Nastari, presidente da DATAGRO. A diversidade de vozes no painel reflete a necessidade de uma visão holística para garantir que a competitividade do Brasil se mantenha sólida ao longo da próxima década.
A troca de conhecimentos entre esses líderes visa identificar gargalos e oportunidades de parcerias estratégicas. A meta é consolidar o Brasil não apenas como um exportador de alimentos, mas como um gigante na produção de energia limpa e combustíveis sustentáveis, reforçando a relevância do país na descarbonização da matriz energética mundial.
O impacto dessas discussões deve nortear as políticas e investimentos do setor nos próximos anos. Com o avanço das tecnologias de produção e o crescente interesse global por fontes de energia renováveis, a sustentabilidade do agronegócio torna-se, de fato, o pilar que sustentará o desenvolvimento econômico do país na próxima década, consolidando a cana como um recurso inesgotável de inovação e energia para o futuro.









