O ONS calculou em R$ 573 milhões os custos com encargos do setor elétrico para 2027, impulsionados por restrições de segurança na transmissão e compensação síncrona.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico projetou gastos da ordem de R$ 573,5 milhões voltados aos Encargos de Serviços do Sistema previstos para o ano de 2027.
O montante engloba tanto as despesas operacionais com usinas térmicas quanto a remuneração de serviços ancilares necessários para a estabilidade da rede.
Os dados foram formalizados em uma nota técnica enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica.
A base metodológica adotada considerou as projeções de planejamento energético do Sistema Interligado Nacional e simulações complexas de vazão e operação para antecipar os custos regulatórios.
O Peso das Restrições no Subsistema Norte
Quase R$ 313 milhões do total estimado decorrem da necessidade de acionar termelétricas fora da ordem econômica padrão, especialmente na região Norte.
Gargalos na infraestrutura de transmissão de Manaus e Roraima exigem a manutenção de parques geradores locais ligados para garantir a segurança operacional.
A lista de unidades afetadas inclui dezenas de usinas que precisam operar em patamares mínimos.
Soluções estruturais definitivas para esses entraves geográficos e de rede ainda dependem de novas linhas de transmissão e subestações com conclusão prevista apenas para os próximos anos.
Compensação Síncrona e Metodologia de Cálculo
Além da geração térmica forçada, a conta contempla aproximadamente R$ 260 milhões destinados ao serviço ancilar de compensação síncrona.
Grandes usinas hidrelétricas participam desse processo fornecendo potência reativa para manter a confiabilidade do sistema energético nacional.
A estimativa reflete o compromisso técnico com a estabilidade operacional, embora variações reais possam ocorrer dependendo da evolução das obras estruturais de transmissão no país.
Essas projeções financeiras cumprem exigências regulatórias fundamentais para subsidiar o planejamento tarifário conduzido pelo órgão regulador.
O alinhamento entre o ONS e a Aneel busca antecipar cenários e mitigar impactos financeiros imprevistos na operação das redes elétricas brasileiras.










