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Consumidores paranaenses enfrentam um reajuste tarifário expressivo na conta de energia. A nova estrutura de custos da Copel entrou em vigor nesta terça-feira, pesando no bolso de milhões de lares.
A partir desta terça-feira (24), a realidade financeira de mais de 5.3 milhões de unidades consumidoras no Paraná sofreu uma alteração significativa. A Copel aplicou um reajuste médio de 20,51% em suas tarifas, uma decisão homologada pela Aneel após o processo de revisão periódica da concessão. O índice chama a atenção por estar muito acima das projeções da inflação oficial do país (IPCA) para 2026, que é de aproximadamente 4,9%.
Impacto setorizado e justificativas
O peso do aumento varia de acordo com o perfil de consumo. Para as famílias e pequenos comércios, classificados como baixa tensão, o reajuste médio ficou em 19,85%. Já no segmento de alta tensão, que abrange grandes indústrias, a elevação atinge a marca de 21,87%. Na prática, isso significa que uma fatura mensal de R$ 200 passará a custar cerca de R$ 240, impactando diretamente o orçamento doméstico.
A distribuidora justificou que o novo patamar tarifário reflete uma base de remuneração de R$ 19,9 bilhões, resultado de aportes em infraestrutura realizados nos últimos cinco anos. A maior parte do custo, porém, é composta pela chamada Parcela A, que engloba despesas inevitáveis como encargos setoriais, transmissão e a própria aquisição de energia. Somente esses componentes totalizam uma cifra de R$ 12,2 bilhões.
Diferimento evitou alta ainda mais severa
Embora o reajuste de 20,51% seja elevado, a Aneel adotou uma estratégia para suavizar o impacto imediato. Através de um mecanismo chamado diferimento tarifário, parte dos custos operacionais teve sua cobrança postergada. O diretor da agência e relator do processo, Fernando Mosna, explicou que o artifício impediu que o reajuste médio saltasse para quase 29%.
Ao adiar o repasse de aproximadamente R$ 1,1 bilhão para os próximos anos, o regulador buscou um equilíbrio entre a necessidade de remunerar os investimentos realizados pela Copel e a capacidade de pagamento do consumidor. Mesmo com esse atenuante, a nova tabela tarifária consolida um ciclo de custos mais altos para o estado, mantendo o setor elétrico sob o olhar atento de especialistas e representantes dos usuários de energia.






















