Meta de energia alternativa em 2018: um passo rumo à sustentabilidade energética do Brasil.
O setor de energia limpa no Brasil está em ebulição. A Comissão de Minas e Energia definiu que, até o final de 2018, o país deverá suprir ao menos 10% de seu consumo de eletricidade com fontes renováveis. Essa iniciativa visa impulsionar o uso de energias solar, eólica e da biomassa, diversificando a matriz energética nacional.
Atualmente, a matriz elétrica brasileira é predominantemente hidrelétrica, representando cerca de 68% da geração. Fontes alternativas, excluindo a solar térmica para aquecimento de água, somam aproximadamente 6,18%, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A nova meta representa um avanço significativo na busca por um futuro energético mais verde e resiliente.
Incentivos para Fontes Renováveis
O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) já estabelecia metas de longo prazo, mas a nova regulamentação busca acelerar a adoção de energias limpas, com prazos mais curtos. A inclusão de fontes como a solar fotovoltaica, ainda com participação modesta, é um dos pontos cruciais para atingir o objetivo de 10% até 2018.
O Papel do Consumidor Livre na Transição Energética
A medida, parte de um substitutivo ao Projeto de Lei 3986/08, impõe responsabilidades tanto às distribuidoras quanto aos consumidores livres. Estes últimos, como grandes indústrias e shoppings, que têm a liberdade de escolher seus fornecedores de energia, precisarão comprovar anualmente o cumprimento da meta. Essa exigência visa democratizar o acesso e o uso de energias sustentáveis.
Biomassa: Estímulo e Benefícios Econômicos
O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) foi fundamental na inclusão de novas diretrizes. Uma delas beneficia usinas de biomassa que injetam entre 30 e 50 MW na rede, garantindo-lhes descontos na tarifa de uso da rede.
“Não será gerado qualquer impacto financeiro aos consumidores finais, além de permitir gerar mais energia a partir de fontes renováveis”, destacou Mendes Thame.
Além disso, as operações de venda de biomassa e vapor para geração de energia foram isentas de PIS/Pasep e Cofins. Essa desoneração, que pode reduzir em R$ 10 o custo por megawatt, tem o potencial de estimular significativamente a produção de energia limpa. Em 2014, a biomassa já representava mais de 4% do consumo nacional. Mendes Thame projeta que a medida “gerará um estímulo tal que representará um acréscimo no fornecimento anual de energia elétrica, a partir da biomassa, para quase dez milhões de cidadãos brasileiros”.
Pequenas Centrais Hidrelétricas Ganham Espaço
Outra alteração importante acolhida pelo relator foi a remoção da restrição para que Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com capacidade entre 1 MW e 30 MW possam comercializar energia. Anteriormente, era exigido que o consumidor tivesse uma carga mínima de 500 kW. A mudança amplia o mercado para essas unidades geradoras, fomentando ainda mais as fontes renováveis.
Próximos Passos para a Energia Limpa
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. A aprovação e regulamentação desta meta representam um marco na trajetória do Brasil em direção a uma matriz energética mais diversificada, limpa e sustentável, com claros benefícios ambientais e econômicos a longo prazo.























