O novo Projeto de Lei 1338/25 propõe o “Passaporte Verde”, uma iniciativa estratégica para conceder generosos incentivos fiscais a empresas brasileiras que operam exclusivamente com energia renovável.
O cenário da sustentabilidade no Brasil pode ganhar um impulso decisivo com o avanço do Projeto de Lei 1338/25. A proposta, apresentada pelo deputado Marx Beltrão, introduz o selo “Passaporte Verde”, um mecanismo desenhado para atrair investimentos e estimular a transição energética dentro do setor corporativo nacional. Ao certificar organizações que eliminam fontes fósseis de suas operações, o texto busca alinhar o desenvolvimento econômico às metas globais de descarbonização.
O foco principal da matéria é transformar a eficiência energética em um diferencial competitivo de mercado. Ao garantir benefícios tributários diretos, o projeto pretende não apenas reduzir o impacto ambiental das indústrias, mas também tornar o uso de fontes renováveis — como a energia solar, eólica e de biomassa — uma opção financeiramente atrativa para gestores e investidores que buscam a conformidade com as práticas ESG.
Incentivos Fiscais e Benefícios Econômicos
A estrutura do programa prevê um pacote abrangente de desoneração. De acordo com o texto, as empresas que comprovarem o consumo exclusivo de energia limpa poderão ter acesso à isenção de impostos estratégicos, incluindo o ICMS e o IPI. Além disso, a proposta sugere reduções significativas em tributos federais relevantes, como o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), PIS, Cofins e a CSLL.
“A criação de mecanismos como o Passaporte Verde é fundamental para que o setor produtivo brasileiro lidere a transição para uma economia de baixo carbono, convertendo responsabilidade ambiental em viabilidade financeira para as empresas,” destaca o espírito da proposição legislativa.
Trâmite e Próximos Passos
Atualmente, o projeto segue tramitação em caráter conclusivo nas comissões da Câmara dos Deputados. O texto passará por uma análise minuciosa em quatro frentes distintas: Minas e Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Finanças e Tributação, e por fim, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O sucesso da implementação do Passaporte Verde poderá marcar uma nova era para a matriz energética brasileira. Se aprovada, a medida servirá como um catalisador para que corporações acelerem a substituição de suas fontes de energia, impulsionando a demanda por tecnologias sustentáveis e consolidando o Brasil como uma potência global em práticas de economia verde.





















