Mercado financeiro reage a anúncio eleitoral e Ibovespa fecha em alta.
A quinta-feira (17) foi marcada por volatilidade nos mercados financeiros brasileiros. Apesar de uma abertura otimista, o principal índice da bolsa, o Ibovespa, chegou a registrar queda de 1,24%, atingindo 183.242,27 pontos. A instabilidade foi impulsionada por uma série de fatores, incluindo a divulgação de pesquisas eleitorais, decisões sobre taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil, e um anúncio governamental que gerou apreensão.
No centro das atenções esteve o reajuste de 15% no programa Bolsa Família, anunciado a poucas semanas do primeiro turno das eleições. O benefício mínimo foi elevado de R$ 600 para R$ 691 por família, com a média subindo para R$ 777.
Essa medida, considerada por economistas como André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, uma “mensagem muito ruim para o mercado” e de caráter “puramente eleitoreiro”, intensificou a preocupação com o cenário fiscal.
Para muitos investidores, as questões fiscais permanecem um divisor de águas na avaliação dos cenários políticos futuros, tornando os ativos mais sensíveis a anúncios que possam impactar os gastos públicos.
Contudo, o mercado conseguiu reverter as perdas. Ao final do pregão, o Ibovespa encerrou com uma valorização de 0,24%, fechando em 185.992,03 pontos. O dólar à vista, por sua vez, apresentou queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1393.
Em paralelo, os mercados internacionais mostraram um cenário positivo. As bolsas de valores americanas, conhecidas como Wall Street, registraram altas expressivas. Esse movimento foi favorecido pela queda nos preços do petróleo e pela diminuição dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries).
O petróleo, após um período de incertezas ligadas a tensões no Oriente Médio, encerrou o dia em baixa. O barril de Brent em Londres caiu 0,95%, a US$ 104,82, e o WTI nos EUA recuou 0,51%, a US$ 101,91, refletindo sinais diplomáticos e a retomada da oferta pela Arábia Saudita.












