O mercado pet no varejo brasileiro revela forte avanço dos produtos para gatos em 2026, impulsionado por mudanças demográficas e novas configurações familiares nos lares.
O setor de animais de estimação no varejo alimentar brasileiro vive um momento de transformação em 2026. Impulsionado por uma mudança no estilo de vida urbano, o segmento registra avanço contínuo, sustentado principalmente pela alta demanda por itens voltados para felinos, uma tendência que ganhou forte impulso desde o período de isolamento social em 2020.
Embora a ração e os suprimentos para cães continuem liderando o faturamento do setor, a participação canina apresentou retração nos últimos anos, caindo de 56,2% para 54,1%. Em contrapartida, o mercado voltado para os gatos expandiu sua fatia de forma expressiva, saltando de 28,4% para 31,0%, conforme apontam os dados exclusivos da Scanntech obtidos pelo Times Brasil.
Mudança no perfil dos lares brasileiros
Essa reviravolta no consumo reflete diretamente a transição demográfica mapeada no país. Residências menores, com rotinas aceleradas e novos arranjos familiares, encontram nos felinos a companhia ideal devido à sua reconhecida independência e menor necessidade de espaço físico.
De acordo com o levantamento baseado em cupons fiscais, o avanço nas vendas não é impulsionado pela inflação, mas sim pelo volume adquirido pelos tutores. Os consumidores estão, efetivamente, levando mais mercadorias para casa para atender às necessidades de seus animais.
Segundo o Censo do IBGE, os lares unipessoais passaram de 10% para 19% entre 2010 e 2022, e os casais sem filhos, de 20,2% para 24,1%. Em residências menores e com menos moradores, o gato tende a ganhar espaço pelo porte e pela independência. E o crescimento vem da quantidade comprada, não de aumento de preço: o consumidor está, de fato, levando mais produtos para gatos
— Felipe Passarelli, Head de Inteligência de Mercado da Scanntech
Perspectivas para o setor de animais de estimação
A consolidação dessa preferência por felinos redefine as estratégias da indústria e dos supermercados. Para os próximos meses, a expectativa é que o varejo reforce o sortimento nas gôndolas voltado especificamente para esse público, apostando em diversificação de alimentos e acessórios.
Com o fortalecimento dessa tendência, o mercado pet nacional demonstra resiliência e capacidade de adaptação rápida às novas demandas do consumidor, pavimentando um cenário de expansão contínua para toda a cadeia produtiva nos próximos anos.












