Mato Grosso do Sul assumiu a liderança nacional na expansão da matriz elétrica em 2026 após a ativação de dois gigantescos complexos solares que somam quase 2 milhões de painéis.
A transição energética brasileira ganhou um impulso histórico com a entrada em operação comercial de dois megaprojetos fotovoltaicos em Mato Grosso do Sul.
Desenvolvidos pela Casa dos Ventos, os complexos Seriemas e Rio Brilhante injetaram 891 megawatts de capacidade no sistema elétrico nacional, consolidando o território sul-mato-grossense no topo do ranking de expansão de geração no país durante o mês de agosto de 2026.
Os empreendimentos representam um marco técnico e financeiro para a região, reunindo um montante aproximado de R$ 3 bilhões em aportes privados.
Com quase dois milhões de módulos solares espalhados por milhares de hectares, as estruturas reforçam o avanço das fontes renováveis centralizadas e evidenciam a atratividade do estado para investimentos de grande porte voltados à sustentabilidade.
A Dimensão dos Complexos Seriemas e Rio Brilhante
O maior dos parques inaugurados é o Complexo Solar Rio Brilhante, localizado na região sul de Campo Grande, próximo ao limite com Nova Alvorada do Sul.
O empreendimento ocupa uma área de 1.100 hectares e conta com mais de 1,1 milhão de módulos fotovoltaicos, entregando 491 MW de capacidade instalada após um aporte da ordem de R$ 1,6 bilhão.
Por sua vez, o Complexo Solar Seriemas foi erguido no município de Paranaíba, no leste estadual, demandando cerca de R$ 1,4 bilhão.
O projeto abrange 940 hectares e opera com quase 890 mil módulos, gerando 400 MW em corrente alternada.
Conforme dados da ANEEL, a potência combinada dessas usinas foi determinante para fazer do estado o maior adicionador de energia do Brasil no acumulado parcial do ano.
A entrada em operação desses ativos corrobora nossa estratégia de expandir a oferta de energia limpa em parceria com grandes consumidores, garantindo segurança regulatória e previsibilidade de suprimento a longo prazo.
Modelos de Negócios e Autoprodução
Diferente de modelos tradicionais focados apenas no mercado livre spot, a energia gerada pelos complexos sul-mato-grossenses foi viabilizada por meio de contratos corporativos de longo prazo.
O projeto de Rio Brilhante teve sua capacidade integral destinada à Sabesp por meio de um consórcio de autoprodução por arrendamento, com projeção de fornecer mais de 18 terawatts-hora ao longo da parceria.
No caso de Seriemas, o arranjo comercial envolveu gigantes industriais e de saneamento, como a Dow e a Aegea.
A fabricante química firmou acordo para adquirir dezenas de megawatts médios da produção local, reforçando o perfil de descarbonização industrial promovido pelos novos parques solares no interior do país.
A ofensiva da Casa dos Ventos no estado, contudo, não se encerra com esses dois complexos.
A companhia já executa a implantação do Complexo Fotovoltaico Paraíso, situado em Paraíso das Águas, com previsão de conclusão para o ano seguinte.
O novo parque adicionará mais 640 MW à capacidade regional, elevando o portfólio solar da empresa no estado para patamares superiores a 1,5 gigawatt.
Com o aval técnico e ambiental do Imasul e dezenas de milhões direcionadas a compensações ecológicas, a região consolida uma nova vocação econômica ligada à transição verde.
A consolidação desses ativos amplia a segurança energética nacional e posiciona a infraestrutura local em um patamar de destaque global na geração de eletricidade limpa.














