Logo após ser reconduzido ao cargo, o governador Jerônimo Rodrigues autoriza a venda de parte da fatia minoritária da Bahiagás para impulsionar a expansão da infraestrutura energética estadual.
Em um movimento estratégico que marca o início de seu novo mandato, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), oficializou a abertura para a entrada de capital privado na Bahiagás. O decreto, assinado na última segunda-feira, viabiliza a alienação de uma parcela minoritária das ações da distribuidora estadual de gás canalizado.
A decisão reforça o compromisso com a modernização do setor de energia limpa na região, sem abrir mão do controle acionário estatal. O governo baiano mantém a premissa de que a companhia deve continuar funcionando como uma sociedade de economia mista, garantindo que a gestão pública permaneça à frente dos rumos estratégicos da empresa.
Foco em investimentos e expansão da rede
A medida não é uma privatização, mas sim uma busca por fôlego financeiro. A Bahiagás possui um plano de investimentos robusto para o período entre 2026 e 2031, orçado em R$ 1,86 bilhão. O objetivo central é ampliar a malha de dutos em 830 quilômetros, elevando a rede total para 2,12 mil quilômetros em todo o estado.
Sobre as garantias e o futuro da concessão, o texto oficial é taxativo ao manter as regras vigentes. O decreto assegura que não haverá mudanças no prazo da concessão, que segue até 2041, nem alterações nos critérios tarifários ou nas obrigações contratuais de universalização do serviço regulado pela Agerba.
A alienação não acarretará qualquer alteração nas condições da concessão, mantendo-se inalterados os prazos, critérios de remuneração e as metas de expansão obrigatórias para a companhia.
pontua o decreto estadual.
Próximos passos e o papel da Mitsui
O processo de alienação seguirá um rito rigoroso de transparência. Antes de qualquer oferta ao mercado, a Mitsui, que detém 41,5% da empresa, terá garantido seu direito de preferência. A parceira terá um prazo de 30 dias após a notificação oficial para decidir se deseja adquirir as ações colocadas à venda pelo Estado.
Caso a Mitsui não exerça essa preferência, o governo abrirá o certame para outros investidores. Para participar, as empresas interessadas deverão comprovar sólida capacidade econômico-financeira e expertise comprovada em gás natural, infraestrutura ou áreas correlatas ao setor de energia.
Com este passo, a gestão de Jerônimo Rodrigues busca garantir que a Bahia continue sendo um polo atraente para o setor de energia, equilibrando o controle público com a agilidade e o capital que o setor privado pode oferecer para viabilizar as obras de infraestrutura projetadas para os próximos anos.
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