Para reforçar a infraestrutura do Rio Grande do Sul após extremos climáticos, a EPE recomenda R$ 3 bilhões em obras elétricas de transmissão e distribuição até 2038.
A infraestrutura de energia elétrica no trecho sul do Rio Grande do Sul deve receber aportes volumosos para garantir a estabilidade do abastecimento regional. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicou a necessidade de aplicar R$ 3 bilhões em melhorias estruturais de transmissão e distribuição.
O planejamento responde diretamente às graves inundações registradas em maio de 2024 no estado. O desastre ambiental expôs a urgência de fortalecer a rede elétrica gaúcha contra a frequência crescente de eventos climáticos severos.
Com um horizonte de planejamento estendido até o ano de 2038, os investimentos visam modernizar a malha, substituir ativos em fim de vida útil e assegurar a continuidade da distribuição de energia.
Aportes estratégicos e expansão da malha
Do valor global recomendado, aproximadamente R$ 1,43 bilhão será direcionado para intervenções diretamente na Rede Básica. O montante restante cobrirá adequações nas Demais Instalações de Transmissão (DIT) e nas redes operadas pelas distribuidoras locais.
O estudo técnico indica a implantação de novos pontos de suprimento em municípios chave, incluindo São Gabriel, Universitária, Dom Pedrito, São Lourenço, Piratini e Tabatinga, além de um pátio de 138 kV na subestação Alegrete 2.
A ampliação das rotas de suprimento aumenta as alternativas para o remanejamento de carga em situações emergenciais. As obras contemplam também o seccionamento de linhas e a troca de transformadores antigos.
Critérios de resiliência climática no planejamento
Para evitar novos colapsos no fornecimento, a EPE alterou as diretrizes tradicionais de engenharia. As decisões sobre a localização de subestações e o traçado de linhas passaram a considerar dados detalhados das enchentes e riscos de inundação.
A inclusão de informações de campo colhidas junto a agentes locais permitiu mover estruturas planejadas para áreas topograficamente mais seguras, protegendo os ativos vitais do sistema elétrico.
blockquote>
A resiliência climática e a capacidade das novas instalações de continuar desempenhando sua função diante de condições extremas foram adicionadas aos critérios técnicos, econômicos e socioambientais usados no planejamento.
A readequação das diret
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Planos dos presidenciáveis para o setor de gás natural revelam consensos e divergências
· Política Energética
LEIA MAIS
Estados produtores de energia definem maioria dos governadores logo no primeiro turno
· Política Energética
LEIA MAIS
ONS propõe prorrogar sandbox de resposta da demanda até 2030 e ampliar flexibilidade
· Política Energética
LEIA MAIS













