Inflação brasileira desacelera em julho: queda de 0,09 pp para 0,07%
A inflação oficial do Brasil apresentou um comportamento de desaceleração em julho, marcando uma variação de 0,07%. Esse número representa uma queda de 0,09 ponto percentual quando comparado ao resultado do mês anterior, que foi de 0,16%.
Por Misto Brasil – DF
Destaques por Grupos de Consumo
O desempenho dos preços em julho foi variado entre os diferentes setores da economia:
- Habitação: Foi o grupo com o maior impacto positivo no índice, registrando uma alta de 0,99% e contribuindo com +0,15 p.p. para o resultado final.
- Alimentação e bebidas: Atuou como o principal fator de alívio para o consumidor, com uma queda de 0,67%, o que ajudou a conter o avanço do índice (-0,14 p.p.).
- Outros setores: Houve uma oscilação diversificada, desde a deflação de 0,66% observada em Vestuário até a valorização de 0,40% registrada no grupo de Saúde e cuidados pessoais.
O que pressionou o Grupo Habitação?
O aumento no grupo de habitação foi fortemente impulsionado pela aceleração da Energia Elétrica Residencial, que subiu 3,09% (frente a 1,53% em junho), tornando-se o item de maior impacto individual no IPCA (+0,13 p.p.). Esse resultado foi influenciado por dois fatores principais:
- Reajustes tarifários regionais: Destacam-se as altas em São Paulo (+8,85%), Porto Alegre (+14,89%) e Curitiba (+19,55%).
- Bandeira Tarifária: A continuidade da bandeira amarela adicionou um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Além da energia, o item Taxa de Água e Esgoto subiu 0,40% devido a reajustes locais em cidades como Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Já o Gás Encanado teve um recuo de 0,04%, refletindo uma redução tarifária no Rio de Janeiro.
Visão Geral
Com o resultado de julho, o índice oficial de inflação acumula uma alta de 3,44% no ano. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 4,44%, mantendo-se abaixo da taxa de 4,64% verificada no período imediatamente anterior e também mostrando uma desaceleração em comparação ao mesmo mês do ano passado (0,26%).
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços























