Em um ranking que avaliou o desempenho operacional de 150 usinas, os ativos da EDP no Tocantins conquistaram o topo, reafirmando o papel crítico das hidrelétricas para a estabilidade do SIN.
A confiabilidade das usinas hidrelétricas tornou-se o pilar central das discussões sobre o futuro do sistema elétrico brasileiro. Com a rápida expansão de fontes intermitentes, como a energia solar e eólica, a ANEEL intensificou sua fiscalização para garantir que a infraestrutura de base mantenha padrões rigorosos de disponibilidade e segurança.
Neste cenário de alta exigência regulatória, a EDP destacou-se ao ocupar as duas primeiras posições no ranking nacional de Operação e Manutenção (O&M) da agência. As usinas Peixe Angical e Lajeado, ambas no estado do Tocantins, foram apontadas como as referências em excelência técnica entre os 150 empreendimentos auditados em todo o território nacional.
Excelência Técnica e Resultados Operacionais
A UHE Peixe Angical atingiu a pontuação máxima de 100 pontos, cumprindo com perfeição todos os critérios avaliados pela agência — desde a gestão de segurança até o desempenho ambiental e operacional. Logo atrás, a UHE Lajeado obteve uma marca expressiva de 99,95, consolidando a dobradinha da empresa no pódio do setor.
Além das líderes, a companhia também celebrou a evolução da UHE São Manoel, situada na divisa entre o Mato Grosso e o Pará, que registrou uma ascensão significativa de dez posições na classificação da ANEEL. Esse desempenho reforça um histórico consistente: desde 2018, as hidrelétricas da EDP permanecem no topo das avaliações, evidenciando uma gestão de ativos resiliente e eficiente ao longo dos últimos oito anos.
O Papel Estratégico das Hidrelétricas
A relevância dessas usinas cresce proporcionalmente à diversificação da matriz elétrica brasileira. A intermitência das novas fontes renováveis exige que o SIN (Sistema Interligado Nacional) conte com ativos capazes de oferecer resposta rápida, controle de frequência e despacho flexível.
Sobre a importância sistêmica desses ativos, Luis Barros, Diretor Executivo de Ativos Renováveis da EDP na América do Sul, afirmou: “Temos orgulho de ter duas das melhores hidrelétricas do país, ativos que representam a força da nossa trajetória e o compromisso da EDP com um futuro mais sustentável. Hoje, nossas usinas desempenham um papel essencial na transição energética, contribuindo para a preservação das fontes limpas e renováveis, não apenas pelo expressivo volume de energia de baixo carbono que geram, mas também por oferecerem flexibilidade operacional ao sistema, essencial para complementar outras fontes renováveis e reforçar a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro.”
Tecnologia e o Futuro do Setor
O ranking da ANEEL não mede apenas a produção, mas a maturidade na gestão técnica. Para manter essa competitividade, a EDP tem apostado fortemente em digitalização, monitoramento remoto e manutenção preditiva. Esses investimentos garantem que a empresa permaneça na vanguarda da eficiência operacional, algo que se torna um diferencial competitivo indispensável para investidores e para o próprio regulador.
O ano de 2026 marca um momento emblemático para a organização, que comemora cinco décadas de existência global e três décadas de operação estratégica no Brasil. Segundo Barros: “Essa conquista ganha ainda mais significado em um ano especialmente simbólico para a companhia. Em 2026, a EDP celebra 50 anos de sua fundação global e 30 anos de atuação no Brasil, marcos que refletem uma história construída com inovação, crescimento sustentável e impacto positivo para a sociedade.”
O futuro da transição energética no Brasil dependerá diretamente desse equilíbrio: a expansão de novos projetos de energia limpa caminhando lado a lado com a excelência operacional da infraestrutura existente. A liderança das hidrelétricas da EDP sinaliza ao mercado que a segurança energética do país não depende apenas de novos megawatts instalados, mas da qualidade e confiabilidade de quem opera o sistema.






















