Uma usina solar em Imbituba (SC) sofreu um prejuízo de R$ 30 mil após a ação de criminosos, que levaram 400 metros de cabos, evidenciando a escalada de furtos no setor.
A segurança de projetos de energia limpa tem se tornado uma preocupação crescente no Brasil. Recentemente, em Imbituba, município de Santa Catarina, uma infraestrutura fotovoltaica foi alvo de uma invasão criminosa que resultou na perda de 400 metros de fiação. O impacto financeiro imediato para os responsáveis pelo sistema alcançou a marca de R$ 30 mil.
O crime foi descoberto na manhã da última quarta-feira (29), quando um colaborador chegou ao local para dar continuidade a uma obra no condomínio. Ao notar a ausência dos componentes, a Polícia Militar foi acionada e constatou que o funcionamento da usina solar foi integralmente comprometido pela sabotagem.
Dinâmica da invasão e modus operandi
As autoridades locais apontam para um planejamento meticuloso por parte dos criminosos. A invasão ocorreu através de uma rua lateral desprovida de iluminação, facilitando a entrada sem que houvesse detecção visual. O bando rompeu a grade de proteção do empreendimento durante a madrugada, utilizando uma escada disponível no próprio canteiro de obras para alcançar o cabeamento.
O material subtraído, composto por cabos de 95 mm e 50 mm, estava diretamente conectado ao transformador. A utilização de ferramentas especializadas sugere que o furto foi executado por indivíduos que conheciam o layout da rede elétrica.
O impacto dos furtos no setor fotovoltaico
O caso em Santa Catarina não é isolado e reflete um cenário nacional alarmante. Segundo dados recentes da ABRADE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), o mercado brasileiro enfrentou uma explosão nos índices de criminalidade contra o patrimônio energético. Em 2025, o volume de cabos furtados no país saltou para 975 toneladas, o que representa um aumento de quase 300% em comparação com o ano anterior.
“Além do aumento expressivo no volume, os prejuízos financeiros também cresceram de forma significativa, passando de R$ 50 milhões para R$ 90 milhões em apenas um ano.”
Diante desse cenário, o Governo Federal reforçou o combate a essas práticas criminosas no segundo semestre do ano passado. Através de uma nova legislação, as penas para este tipo de delito foram endurecidas, podendo variar entre 2 e 8 anos de reclusão, além da aplicação de multas pecuniárias. A expectativa é que medidas mais rigorosas e o aumento do monitoramento ajudem a conter o prejuízo bilionário que os furtos de metais e componentes elétricos impõem à expansão das fontes renováveis no Brasil.






















