A última vez em que os planos coletivos tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021
A última vez em que os planos coletivos tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021
Por Bruno de Freitas Moura – DF
Os planos de saúde coletivos registraram um reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Esta variação representa o menor índice em cinco anos, porém, é mais que o dobro da inflação oficial medida.
Esses dados referem-se aos reajustes anuais aplicados pelas operadoras durante os meses de janeiro e fevereiro do ano em questão. As informações foram divulgadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o órgão regulador do setor.
A última vez que os planos coletivos, que são aqueles contratados por empresas, empresários individuais e entidades de classe, apresentaram um reajuste médio inferior ao observado no início de 2026 foi em 2021, quando a alta foi de 6,43%.
No ano de 2021, marcado pela pandemia de Covid-19, os planos tiveram um aumento menor devido à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não emergenciais) em decorrência do isolamento social.
Para fins de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), situou-se em 3,81%.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), uma organização independente, tem o costume de criticar aumentos que superam a inflação.
A ANS, contudo, argumenta que não é apropriado realizar uma comparação direta entre a inflação e os reajustes aplicados aos planos de saúde.
Visão Geral
Os dados mais recentes da ANS, referentes a março de 2026, indicam que o Brasil contava com 53 milhões de vínculos ativos em planos de saúde (considerando que uma pessoa pode ter mais de um contrato), o que representa um aumento de 906 mil em um ano. Desse total, 84 em cada 100 clientes possuíam planos coletivos.
Em 2025, de acordo com a ANS, o setor de saúde suplementar gerou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com um lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior valor já registrado.
Créditos: Misto Brasil




















