Fundo imobiliário pede despejo da Casas Bahia por inadimplência de aluguéis em Minas e Paraná

Loja da companhia instalada no shopping do Conjunto Nacional, no Distrito Federal que foi fechada/Arquivo/Divulgação
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O fundo imobiliário HSI Logística entrou com uma ação de despejo contra a Casas Bahia após o atraso milionário no aluguel de dois centros logísticos.

A inadimplência no setor de energia limpa e na infraestrutura corporativa ganhou um novo capítulo com o impasse envolvendo grandes marcas do varejo.

A gestora e a administradora do HSI Logística confirmaram o ajuizamento de uma medida judicial contra a Casas Bahia, atualmente sob processo de recuperação judicial.

O motivo da disputa envolve a falta de quitação da fatura de locação referente ao mês de setembro de 2026, com vencimento inicial no dia 7 de outubro.

A dívida acumulada chega a R$ 4,30 milhões, impactando diretamente os rendimentos dos cotistas do fundo imobiliário negociado na bolsa sob o ticker HSLG11.

Impacto nos ativos logísticos

Os centros de distribuição alugados pela varejista estão estrategicamente posicionados em regiões fundamentais para a cadeia de suprimentos nacional.

Os galpões afetados são o HSI Log. Contagem, situado em Contagem (MG), e o HSI Log. São José dos Pinhais, no estado do Paraná.

A ação judicial foi protocolada de maneira rápida, exato um dia após o vencimento, demonstrando rigidez na gestão dos ativos.

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Para analistas de mercado, a pontualidade no recebimento dessas locações é vital para a saúde financeira dos fundos de tijolo, que buscam eficiência operacional e sustentabilidade financeira a longo prazo.

Natureza jurídica do débito

Um ponto crucial levantado pelo fundo é o enquadramento legal da dívida acumulada pela rede varejista.

Como o fato gerador ocorreu após o protocolo oficial da reestruturação financeira da empresa, o montante possui caráter diferenciado.

O débito acumulado possui natureza extraconcursal, o que significa que o valor não se submete diretamente aos trâmites tradicionais da recuperação judicial da companhia.

Essa classificação jurídica permite que os administradores busquem a recuperação dos valores ou a desocupação dos espaços de forma mais direta.

O desdobramento deste caso servirá de termômetro para futuros contratos de locação de grande porte no país, reforçando a importância de garantias sólidas na gestão patrimonial.

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