Escala 6×1 pode fechar pequenos comércios e elevar preços

Microempresas são a maioria dos negócios neste ano no país/Arquivo/Joel Rodrigues/Agência Brasília
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A aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado acendeu o alerta nos pequenos negócios, que enfrentam desafios operacionais e custos elevados com o fim da escala 6×1.

A recente aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal promete alterar significativamente as relações trabalhistas no país ao extinguir a tradicional escala 6×1.

A medida garante dois dias de descanso semanal e limita a jornada a 40 horas semanais, sem corte salarial.

Apesar da importante conquista em qualidade de vida para os trabalhadores, a mudança acendeu um sinal amarelo para o comércio local.

Diversos estabelecimentos avaliam que a adequação exigirá um grande esforço financeiro e logístico.

Entidades do setor alertam que a escassez de recursos pode levar ao encurtamento do horário de atendimento e até ao fechamento dos negócios em fins de semana e feriados.

Desafios operacionais para o comércio local

A Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) destacou a vulnerabilidade dos pequenos estabelecimentos diante do novo cenário normativo.

Sem margem no orçamento para absorver novas contratações, proprietários precisarão assumir pessoalmente a operação diária ou reajustar os valores finais praticados no mercado.

A Conaje afirmou:

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A falta de margem financeira de micro e pequenas empresas dificulta a reorganização de turnos ou a absorção de novas contratações sem repassar os custos ao consumidor final.

Calendário de transição e custos adicionais

O processo de adaptação às novas regras será feito de forma progressiva após a promulgação da emenda.

Nos primeiros 60 dias, o limite semanal passa de 44 para 42 horas, alcançando 40 horas ao fim de 12 meses.

A primeira etapa desse cronograma pode entrar em vigor em pleno mês de dezembro, momento de pico de vendas no comércio por conta das celebrações natalinas.

Essa coincidência de prazos tende a elevar o uso de mão de obra temporária, aumentando a pressão sobre o caixa de empresas de menor porte.

O fim da escala 6×1 exige uma busca contínua por equilíbrio entre os avanços sociais e a sustentabilidade econômica do comércio de bairro.

Nos próximos meses, o setor produtivo acompanhará de perto como o mercado absorverá os novos custos operacionais e a capacidade de adaptação dos pequenos empresários.

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